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internacional

França: Deputado leva canábis para o Parlamento para pedir a legalização

Laura Ramos

Publicado

em

Foto: D.R. | LCP Assemblée Nationale

O deputado francês François-Michel Lambert causou polémica no Parlamento, ao levar canábis para o hemiciclo, denunciando a criminalização e pedindo uma mudança na política. A proeza aconteceu um dia antes de ser publicado um relatório parlamentar multipartidário a defender a legalização da canábis.

Lambert disse ainda que a proibição “é um fracasso total” e que “a legalização permitiria acabar com o tráfico, gerar receitas fiscais e criar empregos”. Depois surpreendeu os restantes deputados ao mostrar um copo com uma folha de canábis, de onde tirou um charro.

“Outros países optaram por enfrentar o problema em vez de adoptar a política das avestruzes” como a França, disse o deputado.

Richard Ferrand, presidente da Assembleia Nacional Francesa, censurou imediatamente Lambert, levantando a possibilidade do pagamento de uma multa, mas um grupo de deputados da maioria que apoia o governo na Assembleia Nacional redigiu um relatório, defendendo a legalização regulada da canábis em França face à “hipocrisia do discurso” quanto ao consumo desta droga no país.

“A proibição adoptada há mais de 50 anos tem um objectivo algo inalcançável, sem nunca ter tido meios para atingir as suas ambições. Uma legalização regulada é o melhor para ganhar de novo o controlo e proteger os franceses”, considerou Caroline Janvier, deputada da maioria Republique En Marche, em declarações à Agência France Presse.

A missão de deputados constatou ainda “o falhanço” das políticas públicas em França, tendo ouvido médicos, polícias, magistrados e investigadores.

Os deputados analisaram os casos de países como o Canadá ou de vários estados nos Estados Unidos da América onde a utilização de canábis já é regulada, o que se traduziu numa diminuição do consumo por parte dos menores, bem como numa redução do mercado negro.

Segundo os deputados, este será um tema a ser analisado em 2022, após as eleições presidenciais, que vão acontecer em maio do próximo ano.

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