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Cânhamo

Menos tomate, mais cânhamo! Canárias convertem plantações

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Foto: CRYSTALWEED cannabis @ Unsplash

Os produtores de tomate das Ilhas Canárias planeiam converter os cultivos de tomate em cânhamo para fins terapêuticos e científicos  segundo um relatório da Corporación 5, avaliado pelo Conselheiro das Finanças, Román Rodríguez, que também é o vice-presidente do Governo da Região Autónoma das Canárias. Espanha explora, entretanto, a saída legal para a produção comercial daquilo a que chama “cânhamo clínico”.

Mergulhados na pior crise da sua história, depois 130 anos de actividade, os produtores de tomate procuram alternativas para mitigar a destruição de cinco mil empregos e salvar o pouco que resta de um negócio que tem contribuído para a diversidade económica e paisagística das Ilhas Canárias, noticiou a Espiral 21.

O Ministro das Finanças, Román Rodríguez, procura no cânhamo uma alternativa para o sector do tomate

Os produtores de tomate reuniram-se com Román Rodríguez (natural de La Aldea, um centro agrícola por excelência), para coordenar um plano de ajuda à reconversão dos 352 hectares ainda existentes. Em menos de 20 anos, três mil hectares desapareceram por falta de cobertura institucional e política para afastar um concorrente como o Marrocos, cujo acordo, assinado em 1996, lhe permitiu ocupar metade do mercado de inverno europeu. No final da década de 90, as Ilhas Canárias produziam 305 mil toneladas de tomate, mas em 2020 venderam menos de 50 mil toneladas. A contribuição do tomate no sector primário para o PIB regional era de 10% há uma década, agora não chega aos 3%.
Uma das propostas para o futuro envolve a reforma da produção agrícola em plantas de cânhamo para fins médicos e científicos. Precisamente, desde este mês de Outubro de 2021, a Espanha explora um escoamento legal para a canábis. O debate para regulamentar o uso terapêutico e recreativo da canábis chegou ao Congresso dos Deputados e os defensores da medida querem garantir que o acesso aos menores e a qualidade do produto sejam controlados.

Para os produtores de tomate, entretanto, o desafio é estabelecer uma estratégia de conversão com custos condicionados a um plano de ajuda pública. Segundo fontes do Governo das Canárias, consultadas pela Espiral 21, as Ilhas Canárias “oferecem condições meteorológicas que tornariam viável a comercialização da canábis nas áreas científica e médica e nos centros de investigação”.

Em Espanha, 90% da população apoia a legalização da canábis para fins medicinais, de acordo com o CIS. Mais de 70 países já o fizeram. Em Espanha, o Senado recusou-se a aprovar uma lei para promover o consumo de canábis nos clubes, no passado mês de Setembro, contando com os votos contra do PSOE, PP e Vox.

Almería, uma das províncias espanholas com milhares de hectares de frutas e vegetais, já conta com algumas culturas experimentais de cânhamo, a fim de antecipar a eventual legalização e a sua colocação no mercado.

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