Notícias
Drug Policy Alliance: EUA querem aprender sobre drogas com Portugal
Uma delegação de 72 pessoas organizada pela Drug Policy Alliance (DPA), uma ONG dos Estados Unidos da América, está esta semana em Lisboa para ver no terreno como funciona o exemplo português da política de descriminalização das drogas. O caso português é visto como uma referência no mundo inteiro e citado pela DPA como “um […]

Uma delegação de 72 pessoas organizada pela Drug Policy Alliance (DPA), uma ONG dos Estados Unidos da América, está esta semana em Lisboa para ver no terreno como funciona o exemplo português da política de descriminalização das drogas.
O caso português é visto como uma referência no mundo inteiro e citado pela DPA como “um exemplo a investigar mais profundamente”, devido à redução dramática do número de casos de morte por overdose, infecções por VIH ou detenção de pessoas por posse de droga.
A DPA quer saber o que Portugal aprendeu na prática com a implementação da descriminalização em 2001 e perceber, por exemplo, como é que Portugal evoluiu da taxa mais alta de mortes por overdose para a segunda mais baixa da Europa. Para isso, a DPA vai ouvir vários intervenientes no panorama da descriminalização das drogas em Portugal, entre os quais João Goulão, do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), visitar o maior centro de reabilitação de Lisboa, viajar nas Unidades Móveis de Metadona, acompanhar sem-abrigo ou falar com profissionais do sexo.

Asha Bandele, uma das principais responsáveis da DPA, lidera a delegação de 72 pessoas nesta visita a Portugal
“Portugal mede o seu sucesso quando salva ou melhora a qualidade de vida das pessoas e não apenas quando consegue a sua abstinência ou a sua punição. Se conseguirmos perceber como prevenir overdoses e novas infecções por VIH através do uso intravenoso de drogas, se começarmos a desmantelar alguma da arquitectura que leva ao encarceramento das pessoas, podemos começar a imaginar na plenitude uma nação cuja saúde pública e protocolos de segurança são centrados em direitos humanos e na justiça”, afirmou Asha Bandele, uma das principais representantes da organização, que já está em Lisboa.
A DPA vai finalizar a sua delegação a Portugal com uma conferência no Hotel Tivoli Liberdade, na quarta-feira, dia 21 de Março, para a qual convidou a Cannativa — Associação de Estudos sobre Canábis, a partilhar a sua experiência na legalização da canábis em Portugal.
As forças policiais dos EUA efectuam mais de um milhão e meio de detenções por ano relacionadas com drogas, 80 por cento das quais são apenas pela posse de droga. A delegação da DPA inclui vários tipos de pessoas, desde profissionais a pessoas que “sofreram pessoalmente o impacto desastroso da guerra às drogas”, fosse com uma pena de prisão ou com a perda de alguém por overdose. O grupo de 72 pessoas vem de Estados tão diversos como o Hawaii ou o Mississipi, passando pelo Texas, Colorado ou Nova Iorque e inclui representantes de mais de 35 organizações e vários meios de comunicação que se têm dedicado a cobrir a guerra às drogas e a prisão massiva nos EUA.
____________________________________________________________
Foto de destaque: DR
____________________________________________________________________________________________________
[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
O que fazes com 3€ por mês? Torna-te um dos nossos Patronos! Se acreditas que o Jornalismo independente sobre canábis é necessário, subscreve um dos níveis da nossa conta no Patreon e terás acesso a brindes únicos e conteúdos exclusivos. Se formos muitos, com pouco fazemos a diferença!
Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, Laura Ramos tem uma pós-graduação em Fotografia e é Jornalista desde 1998. Vencedora dos Prémios Business of Cannabis na categoria "Jornalista do Ano 2024", Laura foi correspondente do Jornal de Notícias em Roma, Itália, e Assessora de Imprensa no Gabinete da Ministra da Educação. Tem uma certificação internacional em Permacultura (PDC) e criou o arquivo fotográfico de street-art “O que diz Lisboa?” @saywhatlisbon. Co-fundadora e Editora do CannaReporter® e directora de programa da PTMC - Portugal Medical Cannabis, Laura realizou o documentário “Pacientes” em 2018 e integrou o steering group da primeira Pós-Graduação em GxP’s para Canábis Medicinal em Portugal, em parceria com o Laboratório Militar e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.
