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internacional

OMS adia recomendações sobre Canábis para 2019

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou ontem, em Viena, que a agência especializada das Nações Unidas (ONU) irá reter temporariamente os resultados relativos à avaliação da Canábis, cujas recomendações são agora esperadas para Janeiro de 2019. Sem prejuízo, foram publicadas e apresentadas outras recomendações sobre um analgésico opiáceo e sobre canabinóides sintéticos.

As recomendações da OMS deveriam ter sido apresentadas na 61ª Comissão das Drogas e Estupefacientes das Organização das Nações Unidas (ONU), que decorrem estes dias em Viena, Áustria, e eram vistas como impulsionadoras para a reclassificação da Canábis.

No início deste ano, o Comité de Especialistas em Dependência de Drogas (ECDD) da OMS divulgou uma pré-revisão da Canábis que incluiu várias descobertas positivas e com evidência concreta. “A Canábis nunca causou uma overdose fatal”, disse o Comité, e “pesquisas demonstram que os componentes da planta podem efectivamente tratar a dor e melhorar o sono, por exemplo”.

Os resultados da pré-revisão levaram a uma revisão crítica mais aprofundada, a apresentar antes do evento de Dezembro da Comissão de Drogas e Estupefacientes da ONU (CND) para determinar se a Canábis deve permanecer na classificação internacional mais restrita de medicamentos. No entanto, durante a apresentação da OMS, o Comité disse que precisava de mais tempo “para um melhor apuramento”, segundo o Consórcio Internacional de Política de Drogas.

Michael Krawitz, veterano da Força Aérea dos Estados Unidos e defensor da legalização, junto com alguns apoiantes de uma reforma internacional, disse em comunicado à Imprensa que “esta decisão de reter os resultados da revisão crítica da Canábis parece ser politicamente motivada”.

É esperado que o tema da reclassificação volte à CND em Março de 2019, dada a urgência em adaptar as regulamentações, fruto das repetidas justificações de inúmeros Governos, o Português incluído, nas quais são citadas as convenções internacionais como factores impeditivos da aprovação de legislação mais progressista.
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Imagem de Destaque: D.R. // Sensi Seeds

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