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Tailândia retira extractos de canábis da lista de narcóticos

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A Tailândia removeu os extractos de cânhamo da sua lista de substâncias narcóticas, segundo comunicado das autoridades no dia 2 de Setembro de 2019. Este é o mais recente esforço do Governo Tailandês para promover o desenvolvimento de produtos de canábis para fins medicinais.

A Tailândia, que tem uma tradição de usar canábis para aliviar dores e fadiga, legalizou a canábis para uso médico e as pesquisas no ano passado, com o intuito de ajudar a aumentar os proveitos agrícolas.

“A intenção é permitir que extratos sejam usados ​​em medicamentos, cosméticos e alimentos e apoiar o cânhamo como uma colheita comercial”, disse Tares Krassanairawiwong, secretário-geral da Administração de Alimentos e Medicamentos da Tailândia, aos repórteres, acrescentando que a semente e o óleo de cânhamo também serão isentos.

Os extratos de plantas de canábis e cânhamo, como CBD puro, produtos à base de CBD e produtos com teor de THC inferior a 0,2%, o ingrediente psicoativo da canábis, foram removidos da Categoria 5 da lista de substâncias controladas, informou o órgão regulador.

Nascimento de um mercado

Neste momento, apenas os hospitais e centros de pesquisas e investigação podem solicitar licenças para desenvolver extratos médicos de canábis, mas as empresas vêem na Tailândia uma oportunidade de negócio. Ishaan Shah, da família bilionária Shah, fundou o Ganja Group em Bangcoc e tem planos para fornecer canábis medicinal ao braço farmacêutico do GP Group, a Megalife Sciences Pcl, que é gerido pela família Shah. “Estamos a trabalhar para a extracção de canabidiol (CBD), esse é nosso objetivo a curto prazo”, disse Shah à Reuters.

O mercado de canábis da Tailândia poderá atingir mais um valor de mais de 500 milhões de Euros até 2024, segundo a análise da empresa Prohibition Partners.

As licenças ainda não estão disponíveis para empresas

As drogas da categoria 5 são puníveis com até 15 anos de prisão e multas de até 1,5 milhão de baht (45 mil Euros). A Expara, gestora de fundos de capital de risco em estágio inicial, tem como objetivo arrecadar 27 milhões de Euros até dezembro deste ano para investir em tecnologia relacionada com a canábis, disse o diretor administrativo Douglas Abrams.

“Acreditamos que a mudança no ambiente regulatório é um indicador líder de rápido crescimento neste novo setor”, disse ele à Reuters. A produção, o cultivo e a venda de canábis são limitados aos produtores tailandeses, que recebem licenças de cinco anos para proteger a indústria doméstica, disse Tares, acrescentando que estava a rever os regulamentos que permitirão que as empresas solicitem licenças.

Até agora, foram diferidos 334 pedidos, principalmente para hospitais e agências de saúde, segundo o site da FDA. A Tailândia entregou seu primeiro patch de 10.000 garrafas de extrato de óleo de canábis para pacientes no mês passado.

 

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