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Tailândia: Canábis fora da Lista de Narcóticos

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O Ministério da Saúde Pública da Tailândia anunciou terça-feira que aprovou a remoção da canábis da lista de narcóticos. A medida surge um mês antes da reunião da 63.ª Sessão da Comissão de Drogas e Narcóticos das Nações Unidas, a decorrer de 2 a 6 de Março em Viena.

A medida foi aprovada mediante regulamentação ministerial, disse a vice-porta-voz do governo, Traisulee Traisaranakul. O regulamento estabelece que os investigadores ficam em condições de conduzir pesquisas sobre os efeitos da canábis em medicamentos, cosméticos e na planta no seu estado natural, de acordo com a política do governo Tailandês.  A medida pretende, acima de tudo, aumentar a competitividade da produção do país, disse Traisulee ao The Nation: “Preliminarmente, este regulamento permite o cultivo de plantas de canábis por indivíduos e empresas, sujeito às condições de comércio e posse”.

Traisulee deu também a conhecer que segundo o regulamento “as plantas de canábis podem ser cultivadas no máximo em um Rai por família” (1 Rai = 1600 metros quadrados), acrescentando que “os produtores devem ser licenciados e cultivar apenas as espécies especificadas no novo regulamento”.

ONU deverá reclassificar canábis na lista de Narcóticos

A 63.ª Sessão da Comissão de Drogas e Narcóticos das Nações Unidas, a decorrer de 2 a 6 de Março em Viena irá rever o estatuto da canábis na lista de narcóticos. Na agenda provisional da sessão, o ponto 5 (a) discutirá o controlo de substâncias, nomeadamente as recomendações relativas à catalogação da canábis e substâncias relacionadas nas tabelas das substâncias controladas.

Dr. Ganja: Mascote desmistifica canábis na Tailândia

A apresentação deste novo regulamento não foi a única novidade por parte do Ministério da Saúde da Tailândia, que apresentou o Dr. Ganja. Trata-se de um brinquedo verde, de peluche, para ajudar a educar a população tailandesa sobre os benefícios da canábis medicinal. O Dr. Ganja representa também o simbolismo da recente implementação da canábis medicinal na Tailândia.

As estatísticas demonstram que esta recente indústria pode, até 2024, expandir-se para mais de 660 milhões de Dólares Americanos. Os números e o potencial económico são motivo para convencer o Vice-Primeiro-Ministro Tailandês, Anutin Charnvirakul, que é um dos maiores líderes e apoiantes do movimento pró-canábis pela regulamentação medicinal. É com base neste cenário que o vice-ministro projecta adicionar plantações de canábis e instalações de processamento. Nos planos está também a ampliação dos hospitais locais para se tornarem líderes da canábis medicinal. 

Thanaporn Pornsangakul, cientista do Centro de Desenvolvimento de Plantas Pela Plern, é responsável pelo cultivo e fornecimento de plantas de canábis medicinal para o único hospital credenciado internacionalmente de Buriram. “Há muitos interessados ​​em cultivar canábis”.

O governo tailandês investiu 100 milhões de baht (3,3 milhões de dólares americanos) na primeira instalação de cultivo em recinto fechado. Foi inaugurada no ano passado, além de 12.000 mudas de plantas de canábis, afirmaram os consultores da Prohibition Partners. “O plano de preparar um milhão de frascos de óleo de canábis até fevereiro de 2020 mostra ambição por parte do governo tailandês”, acrescentou a consultora.

“A Tailândia mostrou-se líder da reforma legislativa das drogas entre os países asiáticos, especialmente em relação à canábis medicinal”, referiu Barbara Pastori, directora de consultoria da Prohibition Partners. “É provável que também seja o caso da canábis recreativa, principalmente se houver uma forte vontade política de fazê-lo.”

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Líbano aprova canábis medicinal para tentar sair da crise

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Numa tentativa de recuperar da crise em que mergulhou com o Coronavírus, o Líbano aprovou o cultivo de canábis para fins medicinais e industriais, anunciou a Reuters. A nova legislação entrou em vigor esta semana, numa altura em que a libra libanesa desvalorizou 50 por cento em relação ao dólar desde Janeiro, a maior queda da sua história.

A produção legal de canábis poderá gerar cerca de mil milhões de dólares por ano de receita na economia, segundo estudos prévios da consultora McKinsey. A planta é cultivada, ilegalmente, há mais de 100 anos no Vale do Bekaa, no leste do país, perto da fronteira com a Síria, mas o Líbano pretende atrair agora investimento estrangeiro para produzir legalmente e revitalizar a economia.

Segundo as Nações Unidas, o Líbano é um dos cinco maiores produtores mundiais de canábis. A planta costuma seguir para a Síria, que há quase dez anos está imersa numa guerra civil, a Jordânia e outros países da região.Com a legalização, o governo libanês acredita que poderá ajudar a suprir a procura mundial por canábis, mais voltada para o uso medicinal e industrial, e não recreativo.

A decisão do Parlamento foi “realmente motivada por motivos económicos, nada mais”, disse à Reuters Alain Aoun, um deputado do Movimento Patriótico Livre, fundado pelo presidente Michel Aoun. “Temos reservas morais e sociais, mas hoje existe a necessidade de ajudar a economia de qualquer maneira”, afirmou. O único partido que votou contra a aprovação foi o Hezbollah.

Muitos países do Oriente Médio foram apanhados de surpresa com a notícia. Em geral, o consumo de bebidas alcoólicas e substâncias ilícitas é considerada uma grave transgressão aos preceitos religiosos. “O mais incrível é a medida ter passado no Parlamento libanês, que conta com vários membros do Hezbollah, um grupo xiita bastante conservador”, diz o fotógrafo Kareem Azhour, de 35 anos. Em Maio de 2019, o grupo proibiu a realização do desfile Gay Pride em Beirute.
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Imagem de destaque: The Greenfund.com

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Empresa canadiana fornece matéria prima para produzir CBD no Brasil

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A Brains Bioceutical Corporation, uma empresa com sede em Vancouver, no Canadá, vai fornecer a matéria prima para produzir o primeiro medicamento brasileiro de canábis aprovado pela Anvisa. A farmacêutica autorizada a comercializar o fitofármaco é a Prati-Donaduzzi, do Paraná, que deverá importar o extracto, já que o cultivo de canábis não foi autorizado no Brasil.

O produto será uma solução oral de canabidiol (CBD) em frasco de 30 ml, com concentração de 200 mg/ml e <0,2% de THC. A empresa não divulgou o valor  pelo qual o produto será comercializado para as farmácias e distribuidoras. Porém, segundo uma fonte médica do Paraná ouvida pelo CannaReporter, o óleo será vendido para as farmácias por cerca de 300 euros. “Recebi a visita de uma representante comercial (da Prati-Donaduzzi). Ela sabia que eu prescrevia (canábis) e veio me visitar para mostrar o produto deles”, informou o mesmo profissional de saúde.

Anvisa não considera CBD um medicamento
O óleo autorizado não é considerado um medicamento pela Anvisa, mas uma categoria à parte, a de “Produtos com Canábis”. Foi a solução que o órgão encontrou para que os derivados da planta entrassem no mercado mais rápido, sem passar pelos testes clínicos, que demoram anos. Por esse motivo, o preço do produto não precisará de aprovação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos do Brasil, ficando a cargo da própria farmacêutica.

Segundo a Prati-Donaduzzi, o óleo será produzido na fábrica da farmacêutica na cidade de Toledo, no interior do Paraná. A expectativa é que o produto esteja disponível nas farmácias antes do Dia das Mães do Brasil, 10 de maio.

A Brains Bioceutical apresenta-se como o líder global na produção de Ingredientes Farmacêuticos Ativos (API) baseada em canabidiol farmacêutico, bem-estar e veterinário. A empresa irá exportar do Reino Unido o API de GMP europeu para a farmacêutica brasileira formular o produto que será vendido nas farmácias e distribuidoras. Em comunicado, a empresa anunciou a parceria como “uma conquista histórica para trazer o primeiro produto registado de canábis medicinal do Brasil”.

“Nossos parceiros no Brasil são líderes globais em produção farmacêutica e ensaios clínicos. Estou muito orgulhoso desse momento histórico, no qual combinamos nossas forças para criar o primeiro produto registado sob o novo regime. O padrão que estabelecemos para a equipa de cientistas e executivos de renome mundial da Brains continua a alcançar marcos de referência com uma busca incansável por inovações históricas no sector do CBD. Estamos ansiosos para  capitalizar as oportunidades de mercado resultantes. Agora, registamos o produto CBD no epicentro do continente europeu no Reino Unido e fornecemos o material CBD ao nosso parceiro sul-americano para obter o primeiro produto registado de canábis sob os novos regulamentos da Anvisa no Brasil. ” concluiu Rick Brar, Presidente e CEO da Brains Bioceutical.
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Imagem de Destaque: Michal Wozniak @ Unsplash

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Corporações

Ethan Russo preside conselho científico da Endocanna Health

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Ethan Russo, um dos mais conceituados médicos e especialistas mundiais na investigação sobre canábis, foi nomeado presidente do Conselho Científico da Endocanna Health, uma empresa norte-americana de biotecnologia especializada em testes de DNA endocanabinóide e formulações de precisão de canabinóides.

Russo vai liderar o Conselho Científico nas pesquisas clínicas, tanto internamente como com parceiros externos.

“Estamos honrados em ter o Dr. Russo como parte da equipa da EndoCanna, liderando a nossa investigação científica e os nossos ensaios clínicos”, disse Len May, CEO e co-fundador da Endocanna Health à GlobeNewsWire. “Esta é uma contratação crucial para a nossa empresa e para a nossa pesquisa sobre genomas e canabinóides, que permitirá continuar o aperfeiçoamento da nossa correspondência de produtos de compatibilidade endodôntica”.

Ethan Russo, que esteve em Portugal como orador da Lisbon Medical Cannabis, em 2018, é o autor do estudo com canabinóides mais referenciado na PubMed, referente ao efeito “entourage”, e impulsionou a pesquisa sobre canabinóides através dos seus estudos clínicos. Segundo a Endocanna Health, a biografia de Ethan Russo torna-o no complemento ideal para o Conselho Científico da empresa, pois é um neurologista certificado, investigador de psicofarmacologia e ex-consultor médico sénior da GW Pharmaceuticals, onde actuou como consultor para três ensaios clínicos de Fase III do Sativex, uma medicamento à base de extracto completo de canábis, indicado para o alívio dos sintomas da Esclerose Múltipla (EM) e para o tratamento de fortes dores neuropáticas relacionadas com o cancro.

Antes de trabalhar na GW Pharmaceuticals, Russo foi neurologista clínico em Missoula, Montana, por 20 anos, com prática na dor crónica. Em 1995, realizou uma pesquisa etnobotânica sabática de três meses com a tribo Machiguenga no Parque Nacional del Manu, Peru.

“Estou satisfeito por me associar à Endocanna Health e à promessa de que pesquisas futuras trarão luz sobre as relações entre o sistema endocanabinóide e o genoma humano”, disse Ethan Russo. “Este tipo de investigação pretende contribuir para a melhoria da saúde e da qualidade de vida”.

O Conselho de Ciências da Saúde da Endocanna foi criado no início deste ano. Ethan Russo junta-se agora a Christopher Spooner, ND, Michael Tegan, e Len May, CEO da Endocanna Health, principais investigadores no campo dos canabinóides e genómica. Esta equipa procura formalizar o processo que a Endocanna Health utiliza actualmente para verificar a pesquisa de endocanabinóides, canabinóides e genómica para produzir um relatório do consumidor Endo-Descodificado e a respectiva endo-compatibilidade de produtos. O Conselho tem como objectivo examinar profundamente o papel integral da medicina de plantas na terapêutica moderna, no que diz respeito à genómica, avaliando e recomendando pesquisas actuais e futuras em canabinóides e fitomedicamentos que a Endocanna deve envolver, investigando a ligação entre genótipos, canabinóides e endo-compatibilidade personalizada.
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Imagem de Destaque: Renato Velasco // Cannareporter

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Brasil: Anvisa autoriza produção e venda do primeiro medicamento nacional de canábis

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil (Anvisa), responsável pela regulamentação da canábis medicinal no Brasil, concedeu esta quarta-feira, dia 22 de Abril, a primeira autorização sanitária para o fabrico e comercialização de um fitofármaco à base de canábis. A empresa autorizada a fazê-lo é a Prati-Donaduzzi, uma farmacêutica do Paraná, e o óleo deverá estar disponível nas farmácias brasileiras já em Maio.

Instalações da Prati-Donaduzzi no Paraná, Brasil

A Prati-Donaduzzi deverá importar as flores de canábis para produzir o óleo, uma vez que o cultivo do vegetal no Brasil foi vetado pela Anvisa.

Segundo a empresa, o produto terá uma concentração de 200 mg/ml de canabidiol (CBD), menos do que 0,2% de THC, validade de 24 meses e deverá estar disponível nas farmácias já em Maio. De acordo com a autorização, e à semelhança da regulamentação portuguesa, o CBD só poderá ser prescrito quando esgotadas as demais opções de tratamento disponíveis no mercado brasileiro. A indicação e a forma de utilização serão da responsabilidade do médico prescritor.

Anvisa não considera óleo de CBD um medicamento
O óleo de CBD autorizado não é considerado um medicamento pela Anvisa, mas uma categoria à parte, a de “Produtos com Canábis”. Esta foi a solução que o órgão encontrou para que os derivados de canábis entrassem no mercado mais rápido, sem passar pelos testes clínicos, que demoram anos. Por esse motivo, o preço do produto não precisará de aprovação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos do Brasil, ficando a cargo da própria farmacêutica.

Eder Fernando Maffissoni, Presidente da Prati-Donaduzzi

“Como forma de valorizar e reconhecer todas as mães que lutam pelo direito de acesso ao tratamento de seus filhos, o nosso objectivo é que o Canabidiol da Prati-Donaduzzi esteja disponível nas melhores farmácias do Brasil até ao Dia das Mães (10 de maio)”, informou o presidente da Prati-Donaduzzi, Eder Fernando Maffissoni.

A empresa também está a desenvolver CBD sintético, projecto que contou com o apoio do então ministro da Cidadania, Osmar Terra, o maior opositor ao cultivo de canábis no Brasil, que entretanto foi demitido do governo brasileiro devido a várias polémicas. O produto agora aprovado, no entanto, é um fitofármaco, feito a partir da própria planta, e não um sintético isolado.

Autorização não é celebrada por todos
Para o advogado Rodrigo Mesquita, membro da Comissão de Assuntos Regulatórios da Ordem dos Advogados do Brasil e jurista influente na área de Canábis Medicinal no país, o avanço é mais simbólico do que concreto para a ampliação de acesso aos pacientes.

“Permanece deficiente a fruição do direito à saúde por milhões de brasileiros, que somente será plena com a regulação do cultivo doméstico. Até lá, o Estado brasileiro segue em omissão inconstitucional e inconvencional”.

Já a cineasta carioca Rita Carvana, mãe de um menino de 11 anos portador de epilepsia, lamentou a baixa concentração de CBD no produto: “Poxa, 200 mg/ml não faz nem cócegas na epilepsia do meu filho. Os óleos que ele toma possuem 6000 mg”. Rita importa um produto dos Estados Unidos para o filho. Porém, por problemas causados pela crise da Covid-19, precisou adquirir um óleo artesanal. Ela espera que mais empresas obtenham a mesma autorização sanitária para produzir óleos com maiores concentrações de canabidiol. 

Congresso brasileiro pode flexibilizar as regras da Anvisa

Uma comissão especial na Câmara dos Deputados do Brasil debate um projeto de lei (399/15) sobre a venda de medicamentos com canábis. O texto recebeu diversas emendas, entre elas a do cultivo de canábis em solo brasileiro. Os parlamentares também discutem a redução na burocracia para óleos com maior concentração de THC. Conforme a regulamentação aprovada pela agência sanitária, os produtos com THC superior a 0,2% só poderão ser prescritos a pacientes terminais. A comissão, no entanto, está com os trabalhos paralisados devido ao Coronavírus.
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Canadá: Sistema de saúde quer utilizar laboratórios de Canábis para testar COVID-19

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O sistema de saúde canadiano (Health Canada) está a recorrer à indústria da canábis com o intuito de perceber se os laboratórios utilizados na verificação de canabinóides podem também ser utilizados para testar o COVID-19. Joanne Garrah, directora-geral da Health Canada, enviou um email aos executivos de várias empresas licenciadas de canábis, para saber se existe capacidade laboratorial para prestar assistência ao país nos testes ao COVID-19.

“A Health Canada está a trabalhar para identificar a capacidade laboratorial que pode estar disponível no país em vários sectores, incluindo locais licenciados de produção de canábis, para prestar assistência em relação aos testes à COVID-19,” revelou o email enviado pela direcção-geral da saúde canadiana.

“Estamos actualmente a trabalhar para compreender as necessidades específicas e questões relacionadas, e manteremos o contacto nos próximos dias para solicitar mais informação. Se tem capacidade laboratorial dentro das suas instalações e está interessado em prestar assistência, por favor, notifique-nos por email.”, reforçou Joanne Garrah.

Fazer testes para o novo Coronavírus tornou-se na principal preocupação em relação à identificação de novos casos. O atraso nesses testes pode contribuir para um retrato incompleto de como o vírus se está a propagar, segundo os funcionários federais de saúde. O porta-voz do Health Canada confirmou a troca de emails à BNN Bloomberg, mas não divulgou de imediato se alguma empresa cedeu à solicitação.

Contudo, Laura Gallant, porta-voz da Aurora Cannabis Inc., revelou que a empresa está a investigar se os seus laboratórios internos possuem a capacidade adequada para servirem de reforço à Health Canada nos testes à COVID-19.  “Todos pensamos que é uma oportunidade entusiasmante e estamos a apurar se os nossos espaços laboratoriais poderiam atender às necessidades do nosso sistema de saúde”, disse Gallant num email enviado à BNN Bloomberg.

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Imagem de Destaque:  CDC on Unsplash

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França: Pandemia aumenta preço da canábis no mercado ilegal

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Os preços da canábis traficada nas ruas das cidades francesas estão em ascensão desde que medidas mais rígidas ao controlo fronteiriço foram impostas como parte do confinamento nacional para abrandar o surto de coronavírus. O fluxo de narcóticos ilegais tornou-se mais difícil, levando as organizações criminosas a elevar os seus preços. 

A utilização de canábis ainda é ilegal em França, apesar de o país ter uma das maiores taxas de consumo da Europa. Segundo o sindicato da polícia de narcóticos gaulesa, a maior parte da resina de canábis que entra em França vem de Marrocos, através Espanha, enquanto que as flores são normalmente importadas da Holanda. Contudo, as medidas de controlo de fronteiras aplicadas neste período de pandemia devido ao novo coronavírus fizeram disparar os preços.

“O preço de uma barra de haxixe (100 gramas) aumentou de 280 euros para 500 euros em apenas uma semana em Marselha,” disse Yann Bastiere, representante do sindicato da polícia, revelando também tendências semelhantes em Bordéus e em Rennes. 

França impôs o confinamento caseiro a 17 de março, juntando-se a outros países europeus, tais como Espanha, Áustria e Alemanha, reforçando os controlos nas fronteiras nacionais.

“A França já não consegue obter os seus abastecimentos de canábis e com a paralisação das exportações em Marrocos estamos a observar um aumento de preços em França, consoante a oferta diminui, e os dealers cobram bonificações”, disse o especialista em crime organizado Thierry Colombie. 

Colombie afirmou que aproximadamente 70% do haxixe e da canábis vendidos nas ruas de França era traficado a partir de Marrocos, através de Espanha e pelos Pirenéus. A maior parte do restante é transportado através da Bélgica e dos Países Baixos.  

Situação em Portugal 

No passado mês de Março a Polícia Judiciária portuguesa deteve uma transacção de 4 toneladas de haxixe em Tavira, no Algarve. Provavelmente, a fonte dessa mesma transacção seria semelhante à fonte utilizada pelas organizações criminosas de tráfico de droga francesas: Marrocos. Com as medidas de quarentena e de controlo de fronteiras adoptadas pelo governo português, prevê-se que o preço da canábis a ser transaccionada ilegalmente em Portugal venha também a sofrer um aumento considerável no seu valor por grama durante este período de pandemia.

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Morreu Charlotte Figi, a menina que deu nome a uma variedade de canábis

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Morreu Charlotte Figi, a menina com síndrome de Dravet que deu nome a uma variedade de canábis rica em CBD, a Charlotte’s Web, avançou hoje o jornal The Colorado Sun. Apesar de Charlotte ter sido tratada no hospital como um caso de Coronavírus, a família comunicou hoje na página de Facebook da mãe, Paige Figi, que o teste de Charlotte ao COVID-19 foi negativo, desmentindo as notícias primeiramente avançadas. Charlotte tinha 13 anos.

A morte de Charlotte foi anunciada por uma amiga da família, na noite de terça-feira na página de Paige Figi, a mãe, no Facebook. “Aqui é a Nichole, a fazer uma actualização da Paige, Greg e Matt. A Charlotte não está mais a sofrer. Ela está livre de convulsões para sempre. Muito obrigado por todo o vosso amor”, pode ler-se na publicação, que pede ao público que respeite a privacidade da família Figi neste momento difícil.

Como a própria mãe tinha vindo a reportar nas últimas semanas, toda a família teria estado doente desde o início de Março, com sintomas semelhantes a uma gripe, suspeitando-se de Coronavírus. No entanto, durante o dia de hoje, e face às notícias que estavam a ser avançadas, uma nova actualização foi publicada, referindo que o teste de Charlotte ao COVID-19 foi negativo.

“A nossa família está grata pelo vosso amor, enquanto lamentamos a perda da nossa Charlotte. Charlotte teve uma forma catastrófica de epilepsia na primeira infância chamada síndrome de Dravet. Ficamos emocionados com o impacto contínuo que a vida de Charlotte fez lançar sobre o potencial da canábis para a sua qualidade de vida. Gostaríamos de esclarecer algumas das informações que foram compartilhadas. Toda a nossa família estava doente há quase um mês, a partir do início de Março, mas inicialmente não se enquadrava em todos os critérios para o teste COVID-19. Por esse motivo, fomos instruídos a nos auto-tratarmos em casa, a menos que os sintomas piorassem. Os sintomas de Charlotte pioraram e ela foi internada na UTIP a 3 de Abril. Ela foi tratada no andar designado COVID-19, usando todos os protocolos médicos estabelecidos. Na sexta-feira, 3 de abril, ela foi testada, os resultados foram negativos para o COVID-19 e teve alta no domingo, 5 de abril, quando aparentemente começou a melhorar. Charlotte teve uma convulsão no início da manhã de 7 de Abril, resultando em insuficiência respiratória e paragem cardíaca. As convulsões não são incomuns com doenças e os paramédicos foram chamados, levando-nos de volta à UTIP. Dada a história de um mês da nossa família com doença e apesar dos resultados negativos, ela foi tratada como um provável caso de COVID-19. Seu espírito de luta aguentou o máximo que pôde e ela finalmente morreu pacificamente nos nossos braços. Gostaríamos de agradecer à equipa do Hospital Infantil do Colorado, Colorado Springs, pela sua rápida resposta e pelo atendimento impecável e compassivo que recebemos”.

Também a Fundação Realm of Caring, uma organização fundada por Paige Figi, comunicou a triste notícia no Instagram e enalteceu a marca que Charlotte deixa neste mundo: “O teu trabalho está feito, Charlotte, o mundo mudou e tu podes agora descansar sabendo que deixas o mundo um lugar melhor”.

A rede de Charlotte

Charlotte Figi, que aos 6 anos se tornou conhecida num documentário da CNN, por ter dado nome a uma variedade da planta canábis, inspirou milhões de mães em todo o mundo a experimentar o óleo de CBD (canabidiol), um componente extraído da canábis que não é psicotrópico, como alternativa terapêutica para os seus filhos com epilepsias refractárias.

Antes da canábis, Charlotte passava os dias prostrada e sem qualquer resposta ao mundo que a rodeava, além das dezenas de crises epilépticas que a colocavam em constante risco de vida, numa base diária. Com apenas uma gota de óleo de CBD, extraída de um planta produzida pelos Stanley Brothers, no Colorado, e baptizada como Charlotte’s Web, a sua vida mudou totalmente.

Charlotte conseguiu reduzir significativamente as crises provocadas pela síndrome de Dravet, uma epilepsia refractária grave, que pode mesmo causar a morte. O óleo rico em canabidiol permitiu a Charlotte ter melhorias de saúde que não conseguiu obter com nenhuma outra medicação convencional. Aos 5 anos de idade, Charlotte já não conseguia andar nem comer sozinha, tendo colocado um tubo de alimentação.

O estado de Charlotte agravou-se desde a publicação desta foto no Facebook da mãe, Paige Figi, a 4 de Abril.

Depois de ouvir a história de uma família na Califórnia que tratava as crises dos seus filhos com óleo de canábis, Paige Figi começou a pesquisar a possibilidade e rapidamente se conectou com um proprietário de um dispensário de canábis medicinal de Colorado Springs, Joel Stanley. Junto com os seus irmãos, os Stanley Brothers, Joey ajudara a desenvolver um cultivar de canábis rico em canabidiol, ou CBD, um composto não psicoactivo. Por esse facto, a planta não era muito procurada pelos consumidores recreativos e os Stanley Brothers tinham, aliás, chamado aquela variedade de “The hippie’s disappointment”. A planta seria re-baptizada em sua homenagem, após a visita de Charlotte às instalações dos irmãos Stanley, que mudariam a sua vida para sempre. Charlotte voltou a falar, a andar, a interagir com a irmã gémea e a ter um desenvolvimento praticamente normal.

Paige Figi conta no documentário da CNN, apresentado pelo médico Sanjay Gupta, que as convulsões de Charlotte reduziram drasticamente quando a filha começou a tomar óleo de CBD, conseguindo retirar vários dos medicamentos farmacêuticos antiepilépticos que a filha tomava e que a deixavam totalmente sedada. O seu caso foi ainda destaque na literatura académica e científica e, no mês passado, Paige postou no Facebook que tinha feito cinco anos que o tubo de alimentação de Charlotte tinha sido removido.

Para famílias em todo o mundo, cujos filhos sofriam de Dravet e condições semelhantes, os vídeos foram uma revelação e uma esperança, tendo centenas de famílias mudado a sua residência para o Colorado em busca de CBD para os seus filhos. As leis estaduais de canábis medicinal só permitem a sua utilização em alguns dos Estados Unidos da América, entre os quais o Colorado. A migração para este Estado foi tão grande que as famílias adoptaram o nome “refugiados da canábis”.
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Foto de Destaque:  AP Photo, Brennan Linsley no Colorado Sun 

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internacional

Brasil: Médicos com sintomas de COVID-19 recebem óleo de CBD de Associação

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A associação brasileira de pacientes de Canábis Medicinal “Abrace Esperança“, constituída em Paraíba, vai doar frascos com concentração de 2% de CBD para um grupo de 20 médicos com suspeitas de infecção, bem como vaporizadores para os profissionais já infectados que apresentam sintomas do vírus, como falta de ar. O objectivo é testar a eficácia do medicamento contra os sintomas do novo coronavírus.

A ideia surgiu quando Cassiano Teixeira, diretor da Associação, visualizou um vídeo de um médico infectado. Apesar da prioridade serem os pacientes, após reunir Pedro Pierro, um neurocirurgião da Abrace, projecto foi direccionado para os profissionais de saúde que estão na linha da frente no combate a esta pandemia.

O neurocirurgião declarou ao Cannabis & Saúde que a ideia surgiu de uma impressão dele e de Cassiano Teixeira, não comprovada nem estudada, sobre a influência dos canabinóides na prevenção e recuperação em pacientes com Covid-19.

Estruturação do Projecto

Um total de 40 médicos de todo o Brasil serão divididos em dois grupos. Um dos grupos receberá o óleo de canabidiol e o outro placebo. A distribuição dos produtos já está em andamento, sendo que os médicos não têm forma de saber se estão a receber o óleo de CBD ou placebo. Após a divulgação dos resultados do estudo observacional, a Associação Abrace pretende continuar as pesquisas com o apoio das universidades.

De acordo com Cassiano Teixeira, há evidência científica das propriedades broncodilatadoras e anti-inflamatórias da canábis. O presidente da associação, Cassiano Teixeira, enfatiza ainda que os frascos com canabidiol doados aos profissionais de saúde para o teste foram todos prescritos por médicos colaboradores da Associação.

Primeiro estudo empírico do género

Esta iniciativa da Associação Abrace Esperança é a primeira fase de  um projecto de investigação experimental e empírico, já que não há nenhuma evidência científica do uso de canabinoides contra a Covid-19. Por este motivo, a associação fazer um estudo observacional dos médicos.

“Neste momento, estamos a recrutar médicos voluntários para utilizar o óleo da Abrace e relatar a sua experiência. Nada além disso”. A Associação Abrace também espera realizar o estudo com enfermeiros e pacientes com suspeitas de Covid-19.

Segundo Pedro Pierro, os médicos voluntários devem manter todas as orientações do Ministério da Saúde, relativamente à utilização de Equipamento de Proteção Individual. Todos serão acompanhados e responderão a questionários periódicos.

Imunidade

Ainda não há estudos sobre o efeito de derivados da canábis em pacientes de coronavírus. O que está comprovado empíricamente é o efeito , o que é essencial no combate à pandemia. A planta tem também propriedades broncodilatadoras e neuroprotetoras, que podem ser úteis.

Já existem evidências da efetividade da Cannabis em casos de epilepsia, autismo, fibromialgia e dores causadas por inflamação. Isso não significa, contudo, proteção contra o coronavírus. Tampouco descarta a possibilidade de tratar algum sintoma em quem for diagnosticado com a doença.

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Foto de destaque: Cannabis&Saude

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Economia

Alemanha: Seguradoras reembolsam 123 milhões aos pacientes de canábis medicinal

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Os reembolsos das seguradoras aos pacientes alemães com prescrições de canábis medicinal atingiram um novo recorde no período de Outubro a Dezembro de 2019, avançou a Associação Nacional Alemã de Fundos para Seguros de Doença (GKV-Spitzenverband). Segundo os dados recentemente divulgados, as seguradoras aumentaram o valor de reembolsos para mais de 120 milhões de euros, noticiou esta semana a MJBizDaily.

Apesar de alguns problemas de abastecimento no final de 2019, os reembolsos de canábis medicinal atingiram os 36.6 milhões de euros no quarto semestre de 2019, uma subida de mais de 13% em relação ao semestre anterior, no qual os reembolsos de canábis medicinal totalizaram 32,3 milhões de euros. A causa deste acréscimo está directamente relacionada com o aumento de prescrições dispensadas na Alemanha, que subiu 40 % anualmente.

As seguradoras – que abrangem cerca de 90% da população alemã – reembolsaram cerca de 123 milhões de euros em 2019, alinhados com os cerca de 120 milhões de euros previstos pelo Marijuana Business Daily em Dezembro, quando ainda eram desconhecidos os dados do último semestre do ano.

Os números:

  • Os 123 milhões de euros reembolsados em 2019 representam uma subida de 67% em relação aos 74 milhões de euros reembolsados em 2018.
  • As farmácias alemãs registaram 267 348 prescrições através do programa legal em 2019, mais 44% do que as 185 370 prescrições que se tinham registado no ano anterior.

Este aumento no valor absoluto em relação ao número de prescrições indica que os médicos emitiram, em média, receitas para maiores quantidades. Desde que o novo quadro regulamentar foi implementado em 2017, os reembolsos atingiram, em Dezembro de 2019, um novo recorde, atingindo 13 milhões de euros só nesse mês. Ainda no mês de Dezembro foram ressarcidos 6,6 milhões de euros, 14% mais que no mês de Novembro, onde foram cobertos cerca de 5,8 milhões de euros de gastos dos pacientes pelas seguradoras alemãs.

Os artigos da produtora canadiana ‘Aurora Cannabis’ tornaram-se indisponíveis nos últimos dias de Novembro. Contudo, o aumento dos reembolsos em Dezembro dos produtos que consistem nas flores de canábis, sugere que os pacientes alemães que utilizavam flores da Aurora encontraram alternativa nos concorrentes do mercado.

O tamanho do mercado

Todos os dados sobre reembolsos são baseados nos preços de retalho das farmácias, que são os únicos pontos de venda autorizados na Alemanha, enquanto para produtos não incluídos na categoria de “produtos farmacêuticos acabados”, o aumento percentual do preço dos produtos pelas farmácias poderá atingir os 100%.

O governo alemão reconheceu no início deste mês, numa resposta a um inquérito do parlamento, que desconhece a quantia de canábis vendida na Alemanha em 2019, pois não tem os dados relativos às prescrições privadas.

Outra forma de aceder ao tamanho total do mercado alemão é através dos dados de importação, porque até ao momento a Alemanha depende exclusivamente de fornecedores internacionais para a maior parte dos seus produtos, incluindo flores. Em 2019, foram importados para a Alemanha um total de 6 719 quilogramas de flores, que segundo o governo germânico são “principalmente para distribuição em farmácias.”

Gama de produtos

A Alemanha continua a ser de longe a maior importadora de canábis medicinal do mundo e a sua produção doméstica de flores não deverá chegar ao mercado antes de Outubro de 2020. Até ao final de 2019 todas as flores e extractos de espectro completo foram importados do Canadá, da Holanda ou de Portugal. A flor, que inclui as categorias “flor não processada” e “flor usada em preparados,” normalmente vendida como flor triturada, corresponde a pouco mais de metade do total do mercado da canábis medicinal, representando cerca de 51% do total de reembolsos de canábis durante o quarto semestre de 2019, à semelhança dos 52% que representava no semestre anterior.

O reembolso de extractos de espectro completo cresceu ligeiramente, mas totalizou apenas 4% do mercado reembolsado. A cobertura de preparações com canabinóides aumentou ligeiramente desde o semestre anterior, situando-se agora em 30% do mercado coberto pelos seguros.

A categoria é representada principalmente pelo Dronabinol, fabricado na Alemanha pela C3 – uma subsidiária da Canada’s Canopy Growth – que também inclui CBD farmacêutico, fornecidos às farmácias por várias empresas, que o vendem exclusivamente mediante a apresentação de receita médica.

Os reembolsos de produtos farmacêuticos acabados, uma categoria representada principalmente pelo Sativex, diminuíram ligeiramente em relação ao semestre anterior, para 15% no segundo semestre de 2019.

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Imagem de Destaque: National Cancer Institute on Unsplash

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Corporações

WeedMD refuta acusações da União de Trabalhadores do Canadá

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A WeedMD Inc. (CVE: WMD) (OTCMKTS: WDDMF), produtora e distribuidora de canábis canadiana, rejeitou em comunicado as alegações da União de Trabalhadores do Canadá, a United Food and Commercial Workers (UFCW), que acusava a empresa de não cumprir todas as obrigações com os seus trabalhadores.

O Cannareporter avançou no passado dia 19 de Março que a UFCW tinha notificado a WeedMD com as reivindicações dos cerca de 250 trabalhadores empregados actualmente nas instalações de cultivo em Strathroy, Aylmer e Bowmanville, que incidem particularmente nos horários, agendamentos, rescisões injustas, abuso de poder e condições inseguras.

Em comunicado divulgado ontem, a WeedMD afirma que a UFCW estava “bem ciente” de que a indústria da canábis foi adequadamente caracterizada como agrícola e está sujeita à legislação laboral específica na forma da Lei de Proteção aos Empregados Agrícolas, de 2002. “Os argumentos da UFCW Canadá já foram considerados e rejeitados pelo tribunal do Ministério da Agricultura, Alimentos e Assuntos Rurais (OMFRA) de Ontário. Como uma das principais empresas de canábis do Canadá, entendemos a nossa obrigação para com os nossos funcionários e cumprimos totalmente os regulamentos da AEPA. Valorizamos e respeitamos muito as contribuições dos nossos funcionários e levamos sua saúde e segurança muito a sério”, podemos ler-se no comunicado da empresa. “A WeedMD está alinhada com o OMFRA, pois as contínuas tentativas da UFCW de descaracterizar empregadores no sector de canábis são falsas. Além disso, as alegações contra a WeedMD são infundadas e sem mérito”, continua.

A WeedMD disse ainda estar em “situação cumpridora” com todos os órgãos reguladores responsáveis ​​por investigar estas reivindicações, como o Ministério da Saúde do Canadá, o Ministério do Trabalho e a Lei de Saúde e Segurança Ocupacional.

A UFCW Canadá representa mais de 250.000 trabalhadores em todo o Canadá e quer começar a negociar um contrato colectivo com a WeedMD logo que possível. Os trabalhadores da produção de canábis de Ontário são considerados trabalhadores agrícolas e enquadram-se na Lei Provincial de Proteção aos Empregados Agrícolas (AEPA), legislação que a UFCW alega violar a Carta Canadiana de Direitos e Liberdades, por não proteger o direito de liberdade de associação dos trabalhadores.

As ações de Toronto da WeedMD subiram quase 7%, para 0,46 dólares canadianos.


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