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Economia

The Green Organic Dutchman anuncia liquidez para 7 semanas

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A The Green Organic Dutchman, empresa licenciada para a produção e venda de canábis de Mississauga, no Canadá, anunciou que o prejuízo da companhia aumentou mais de 500%, para 145 milhões de dólares canadianos. A empresa vai agora precisar de um aumento de capital até ao final de Abril, como consequência dos resultados do último trimestre de 2019.

Aumento de 500% nos prejuízos
A apresentação dos resultados da The Green Organic Dutchman do último trimestre de 2019 foram um balde de água fria para os investidores, depois da empresa, com sede em Ontário, ter anunciado uma escalada no prejuízo para 145 milhões de dólares canadianos (US $ 105 milhões).

O valor apresentado este ano é substancialmente superior à perda de US $ 20 milhões do trimestre anterior. Estes resultados prendem-se, em grande parte, com encargos por desvalorização no valor de CA $ 127,7 milhões. Na nota publicada para os investidores, a companhia assume necessitar de um aumento de capital até ao final de Abril, como consequência dos resultados.

A The Green Organic Dutchman (TGOD) registou vendas no Canadá de apenas US $ 690.000 no trimestre encerrado a 31 de dezembro de 2019, enquanto as vendas de cânhamo na Europa atingiram os US $ 2,56 milhões.

Os cofres do produtor de canábis estão a diminuir
“Os fundos disponíveis da TGOD devem financiar operações até o final de Abril de 2020, momento em que a Companhia exigirá capital adicional”, afirmou em um documento regulamentar nesta semana.

O fundo de maneio da companhia desceu para 15 milhões de dólares canadianos a 31 de Dezembro de 2019, quando o valor de fundo de maneio homólogo é de 213 milhões de dólares.

Segundo a MjBizDaily, os ânimos exaltaram-se entre os analistas numa teleconferência durante a manhã de quarta-feira, onde o CEO Brian Athaide foi forçado a defender a continuidade da sua liderança na empresa, numa altura em que apresenta perdas crescentes aos investidores. Athaide disse que a empresa pretende operar com fluxo de caixa positivo “ainda este ano”.

Em vez de receita substancial, a empresa justificou que financiou as suas operações até ao momento através da emissão de acções ordinárias, bónus de subscrição e empréstimos. “Se os fundos adequados não estiverem disponíveis, a empresa pode ser obrigada a adiar ou reduzir a extensão de um ou de todos os seus projectos”, alertou a TGOD nos arquivos da última semana. “Estas condições indicam a existência de uma incerteza material que pode lançar uma dúvida significativa sobre a capacidade de continuidade da empresa como uma preocupação permanente”. Este mesmo aviso apareceu nos preenchimentos financeiros anteriores do ano passado.

Boas Práticas de Fabrico atrasam processos na Europa

Na chamada para investidores, Athaide disse que a empresa continua a trabalhar para obter a certificação de Processo de Boas Práticas de Produção da União Europeia, com o objetivo de exportar ainda este ano. No entanto, o CEO confessou que os desenvolvimentos em sede de regulação estão a decorrer de forma mais lenta do que a empresa esperava.

Entre as medidas para a economização de capitais, Athaide disse que a TGOD tomou medidas como a redução de 20% de funcionários que não são de produção, bem como o atraso e redução de projectos internacionais. A meta de produção de canábis foi reduzida em 85% em 2020. As acções da Green Organic Dutchman, negociadas como TGOD na Bolsa de Toronto, caíram cerca de 85% no ano passado.

Mais informação no TGOD gráfico da TradingView.

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