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França: Pandemia aumenta preço da canábis no mercado ilegal

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Os preços da canábis traficada nas ruas das cidades francesas estão em ascensão desde que medidas mais rígidas ao controlo fronteiriço foram impostas como parte do confinamento nacional para abrandar o surto de coronavírus. O fluxo de narcóticos ilegais tornou-se mais difícil, levando as organizações criminosas a elevar os seus preços. 

A utilização de canábis ainda é ilegal em França, apesar de o país ter uma das maiores taxas de consumo da Europa. Segundo o sindicato da polícia de narcóticos gaulesa, a maior parte da resina de canábis que entra em França vem de Marrocos, através Espanha, enquanto que as flores são normalmente importadas da Holanda. Contudo, as medidas de controlo de fronteiras aplicadas neste período de pandemia devido ao novo coronavírus fizeram disparar os preços.

“O preço de uma barra de haxixe (100 gramas) aumentou de 280 euros para 500 euros em apenas uma semana em Marselha,” disse Yann Bastiere, representante do sindicato da polícia, revelando também tendências semelhantes em Bordéus e em Rennes. 

França impôs o confinamento caseiro a 17 de março, juntando-se a outros países europeus, tais como Espanha, Áustria e Alemanha, reforçando os controlos nas fronteiras nacionais.

“A França já não consegue obter os seus abastecimentos de canábis e com a paralisação das exportações em Marrocos estamos a observar um aumento de preços em França, consoante a oferta diminui, e os dealers cobram bonificações”, disse o especialista em crime organizado Thierry Colombie. 

Colombie afirmou que aproximadamente 70% do haxixe e da canábis vendidos nas ruas de França era traficado a partir de Marrocos, através de Espanha e pelos Pirenéus. A maior parte do restante é transportado através da Bélgica e dos Países Baixos.  

Situação em Portugal 

No passado mês de Março a Polícia Judiciária portuguesa deteve uma transacção de 4 toneladas de haxixe em Tavira, no Algarve. Provavelmente, a fonte dessa mesma transacção seria semelhante à fonte utilizada pelas organizações criminosas de tráfico de droga francesas: Marrocos. Com as medidas de quarentena e de controlo de fronteiras adoptadas pelo governo português, prevê-se que o preço da canábis a ser transaccionada ilegalmente em Portugal venha também a sofrer um aumento considerável no seu valor por grama durante este período de pandemia.

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