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Cânhamo

EUA: Pandemia reduz vendas dos retalhistas de cânhamo em 75%

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Foto: D.R.

As vendas de alimentos e bebidas de cânhamo nos Estados Unidos da América (EUA) caíram 75% este ano, em comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com New Hope Network/Nutrition Business Journal.

Ainda assim, as empresas não deverão desistir desta área de negócio, de acordo com os palestrantes do Encontro Virtual do Colectivo do Cânhamo, realizado a 9 de Dezembro passado, pois existem oportunidades de crescimento na categoria de bebidas.

Durante a pandemia da COVID-19, as compras a retalho caíram transversalmente em todas as indústrias, bem como as vendas na restauração, disse Claire Morton Reynolds, analista sénior da indústria do New Hope Network/Nutrition Business Journal, sediada em Boulder, no Colorado. A  maioria das vendas de alimentos e bebidas com cânhamo/CBD (Canabidiol) ocorre em lojas de conveniência e na venda a retalho, segundo Justin Singer, director executivo e co-fundador da Caliper Foods, Commerce City, Colorado.

Mas além disso, entram também em jogo os regulamentos federais. Os retalhistas hesitam em comercializar alimentos e bebidas com CBD, pois a Food and Drug Administration (FDA) determinou que o CBD derivado do uso completo da planta de cânhamo não pode ser usado legalmente em alimentos, bebidas e suplementos dietéticos, uma vez que o CBD foi aprovado apenas para uso no medicamento Epidiolex. “Às vezes é possível rotular (um alimento ou bebida) apenas como cânhamo e não como CBD ou THC, e colocá-lo numa variedade maior de retalhistas”, disse Singer. O palestrante disse ainda que vê oportunidades para o cânhamo/CBD em várias categorias: bebidas prontas para consumo, bares, misturas para bebidas, produtos de recuperação, sorvetes e café.

CBD em bebidas e alimentos

“Acho que as bebidas prontas a consumir são uma categoria inexplorada”, disse Singer. “A ideia de que este segmento atingiu seu limite em mercearias independentes e lojas de conveniência dá-me vontade de rir. Esta é uma grande oportunidade que ainda está à espera de investimento”.

Ari Sherman, presidente e co-fundador da Evo Hemp, em Boulder, referiu que o cânhamo/CBD pode ser uma excelente alternativa ao álcool. Categorias de produtos como vitaminas e minerais são outra opção, dando cereais e barritas alimentares como exemplos.

Singer defendeu também que as empresas necessitam de investigação e desenvolvimento e de fazer experiências para obter o sabor certo dos produtos e uma vida útil suficientemente longa. “O CBD é de facto a substância mais amarga que qualquer cientista alimentar já encontrou, mais amarga até que a cafeína”, afirmou.

Falta experiência no trabalho com cânhamo

“Tudo isto é uma ciência nova, a maneira como funciona o espectro completo da planta em formulações”, disse Singer. “Não há atalhos nas formulações ao trabalhar com um ingrediente novo. É necessário testar para podermos fazer suposições.” A categoria de alimentos e bebidas representa apenas 0,5% do mercado de cânhamo dos EUA. Suplementos representam 69%, enquanto os cosméticos estão em 24% e a categoria de animais de estimação nos 7%.

O mercado total de CBD à base de cânhamo nos EUA situa-se nos 912 milhões de dólares em 2020, um aumento de 0,4% em relação a 2019, ano em que o crescimento foi de 115%. A New Hope Network / Nutrition Business Journal espera que o crescimento das vendas aumente em meados de 2022 e o mercado alcance quase 1,4 mil milhões em 2023. As projecções para 2020 diferem daquelas apresentadas em 2019, quando a New Hope Network / Nutrition Business Journal estimava um mercado a ultrapassar os 4 mil milhões em 2023, só nos EUA.

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