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Entrevistas

Flowr: “O tempo de permanência em Portugal depende de vários factores”

Laura Ramos

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Foto: D.R. | The Flowr Corp.

Lance Emanuel, Presidente e CEO Interino da Flowr, responde a algumas questões enviadas pelo Cannareporter, no seguimento da notícia da colheita de três toneladas de biomassa de canábis medicinal pela Holigen em Aljustrel.  

(English Version below)

Como está a RPK Biopharma a trabalhar para que a produção de Aljustrel seja lançada com certificação GMP através das instalações de Sintra?
Acreditamos que poderemos realizar algumas actividades nas nossas instalações de Sintra, que como sabem possui a certificação GMP, o que nos permitirá, em última instância, lançar flores secas GMP nos mercados internacionais (UE) de canábis. Tem razão, estamos a cultivar em Aljustrel (ao abrigo do GACP) e podemos realizar algumas das actividades de pós-cultivo (como por exemplo, secagem, cura, aparamento e embalagem) nas nossas instalações de Sintra, para a libertação do produto com GMP. Claro, também podemos produzir produtos em Sintra e lançar sob GMP, embora as nossas capacidades de produção sejam mais modestas se comparadas com Aljustrel.

Lance Emanuel era presidente da Flowr há 2 anos e é agora o novo CEO Interino

Qual é a diferença entre as operações de politúneis internos e externos em relação ao GACP e outras directrizes de GMP? Quais são os planos para o futuro nos 40 hectares de Aljustrel?
Os politúneis permitem algum grau de protecção contra os elementos, se comparado com o produto cultivado puramente ao ar livre. Recentemente, obtivemos cerca de 35 kg de produto consistente de alta qualidade, alto THC, das colheitas dos politúneis. Acreditamos que podemos lançar este produto sob GMP de acordo com a metodologia mencionada acima. Ainda não divulgámos planos específicos para os outros 40 hectares, mas a beleza da escala do activo é que podemos aumentar a produção junto com a procura crescente e, no final do dia, os mercados internacionais / europeus de canábis medicinal ainda estão na infância, de uma perspectiva de crescimento. Dado o tamanho da população da UE (mais de 500 milhões de pessoas) e à medida que mais países legalizam (vários estão a contemplar estruturas de canábis medicinal), acreditamos que Aljustrel nos fornece uma escala única para atender a esses mercados com um baixo custo de cultivo.

Qual o destino dos 3,035 quilos de flores de canábis colhidos? Será exportada para os mercados recreativos do Canadá ou passará pelo circuito da canábis medicinal? Quanto dessas 3 toneladas vai ficar em Portugal?
Para os cerca de 3 mil kg de biomassa com alto THC que cultivámos nesta época, acreditamos que seremos capazes de os usar como uma entrada em factores de forma derivados (por exemplo, óleos medicinais). As discussões estão em andamento com potenciais parceiros, que procuram obter biomassa com alto teor de THC. Este produto não será exportado para o Canadá (isso não é legal) para fins recreativos ou outros. Na nossa opinião, a consistência da colheita não tinha qualidade suficiente para lançar este produto sob GMP como flor seca. Esta foi a nossa primeira colheita desta escala e aprendemos muito sobre o desempenho da nossa genética em diferentes climas / sob diferentes condições, o que nos ajudará muito nos próximos esforços. O tempo de permanência em Portugal depende de vários factores e não divulgamos uma intenção específica de manter uma determinada quantidade de produto local, embora estejamos muito entusiasmados com a oportunidade de servir o mercado português local através da RPK.

A RPK Biopharma recorreu a uma ACM do Infarmed (Autorização de Colocação no Mercado) para colocar os seus produtos no mercado português? Se não, quando prevêem ter essa autorização?
Não temos indicação de quando esperamos obter essa autorização. É parcialmente dependente de ter o produto pronto para lançamento e estamos a trabalhar em ambos.

Tendo em conta as recentes operações internacionais da Tilray, qual é o factor-chave para a cooperação com a RPK em Portugal e quais serão as acções concretas que ambas as partes irão realizar?
Se está a falar sobre o acordo de armazenamento que assinámos com a Tilray, ambas as empresas estão a tentar aumentar os seus esforços na UE e em Portugal, procurando formas de colaborar sempre que possível. Em relação ao acordo de armazenamento, tínhamos algum espaço livre que eles queriam aproveitar para os seus propósitos. Dado que ambos estamos no país, faz sentido que ambas as partes trabalhem juntas neste sentido.

Se a actividade da RPK Biopharma se centra efectivamente em Aljustrel, qual é o papel principal das instalações de Sintra e que ligação existe entre as duas?
Sintra tem um laboratório de Investigação & Desenvolvimento completo, salas de cultivo, espaço de processamento, etc. As operações entre Aljustrel e Sintra são simbióticas, dado que o nosso intuito é crescer em Aljustrel e processar em Sintra. Dito isto e por exemplo, Sintra tem capacidade para alojar equipamento de extracção, que poderemos instalar no futuro. Temos também escritórios em Sintra e a sua proximidade com Lisboa dá-nos acesso a mão-de-obra de alta qualidade, que não necessita de se deslocar cerca de duas horas para ir trabalhar em Aljustrel (se residirem nos arredores de Lisboa).
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ENGLISH VERSION

Following the news of Holigen’s harvest of three tonnes of medical cannabis in Aljustrel, Cannareporter sent some questions to Flowr, to understand better the Canadian company’s operations in Portugal.

Lance Emanuel, Flowr’s interim president and CEO, answered our questions.

1 – How is RPK Biopharma working towards having Aljustrel production released with GmP certification through Sintra facilities?
We believe we will be able to have some activities performed in our Sintra facility, which as you know has the GMP certification, which will ultimately allow us to release GMP dried flower into international (EU) cannabis markets.   You are correct, we are growing in Aljustrel (under GACP) and can perform some of the post cultivation activities (eg drying, curing, trimming, packaging) in our Sintra facility to release product under GMP.  Of course, we can also produce some product in Sintra and release under GMP, though our production capabilities are more modest out of Sintra vs Aljustrel.

2 – What is the difference between the outdoor and the indoor polytunnels operations regarding the GACP and further GMP guidelines? What are your plans for the future on the 40 hectares in Aljustrel?
The polytunnels allow for some degree of protection from the elements vs purely outdoor grown product.  We got about 35 kgs of high quality, high THC, consistent product recently from harvests from the polytunnels.  We believe we can release this product under GMP per the above mentioned methodology.   We haven’t disclosed specific plans with the other 40 hectares yet, but the beauty of the scale of the asset is that we can scale up production along with growing demand & at the end of the day the International/EU medical cannabis markets are still in their infancy from a growth perspective.  Given the sheer size of the EU population (500m+ people) and as more countries liberalize (several are contemplating medical cannabis frameworks), we believe Aljustrel provides us unique scale to service these markets at a low cost of cultivation.

3 – What is the destiny for the 3.035 kilograms of cannabis flowers harvested? Is it going to be exported to Canada recreational markets or it will undergo the medical cannabis circuit? How much will stay in Portugal?
For the ~3k kg of high THC biomass we cultivated this season, we believe we will be able to use it as an input into derivative form factors (eg medicinal oils).  Discussions are ongoing with potential partners who are looking to source high THC biomass.  This product will not be exported to Canada (that’s not legal) for recreational or other purposes.  Please note that the consistency of the crop wasn’t of sufficient quality, in our opinion, to release this product under GMP as dried flower.  This was our first harvest of such enormous scale and we learned a lot about how our genetics performed in different climates/under different conditions which will help us a great deal for our next efforts.  How much stays in Portugal is dependent on several factors and we haven’t disclosed a specific intent to keep a certain amount of product local, though we are very excited by the opportunity to service the local Portuguese market through RPK.

4 – Did RPK Biopharma apply to an Infarmed’s ACM (Autorização de Colocação no Mercado) to place its products on the Portuguese market? If not, when do you preview you’ll have this authorization?
We have not guided on when we expect this authorization.  It is partly dependent on having product ready to release & we are working on both.

5 – Having in account the recent international operations from Tilray, what is the key factor for the cooperation with RPK in Portugal and what will be the concrete actions that both parties will undergo?
If you are talking about the warehousing agreement we signed with Tilray, both companies are trying to further their efforts in the EU & in Portugal and are looking for ways to collaborate where possible.  As it related to the warehousing deal, we had some spare capacity they wanted to leverage for their purposes.   Given we are both in Country it made sense for both parties to work together in this instance.

6 – If RPK Biopharma operations are actually centered around Aljustrel, what is the main role of the Sintra facilities and which connection exists between Aljustrel and Sintra facilities?
Sintra has a full R&D lab, grow rooms, processing space etc.  The operations b/t Aljustrel and Sintra are symbiotic given our intent is to grow in Aljustrel and to process in Sintra.  That said & for example, Sintra has the ability/capability to house extraction equipment, which we may install in the future.  We also have office space in Sintra and given it’s proximity to Lisbon gives us access to high quality labor that doesn’t need to travel ~2 hours each way to Aljustrel to work (if they live around Lisbon).

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