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EUA: Estudo mostra que maioria dos médicos não tem conhecimentos sobre canábis medicinal

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Foto: D.R. | docsofcannabis.com

Um estudo levado a cabo nos Estados Unidos da América (EUA) revela que quase dois terços dos médicos não tem conhecimentos sobre canábis medicinal, divulgou ontem a Forbes. A pesquisa contou com a participação de mais de 400 profissionais de saúde e concluiu que 65 por cento dos questionados sobre a canábis como tratamento para a dor crónica não conseguiu responder às perguntas dos seus pacientes. A mesma percentagem de médicos admitiu, ainda, que os próprios pacientes são a sua fonte dominante de informação sobre o tema da canábis para fins terapêuticos.

O estudo foi encomendado pela Cannaceutica, uma empresa de canábis medicinal, que entrevistou 445 médicos que tratam da dor crónica, incluindo clínicos gerais e especialistas em áreas como ortopedia, reumatologia e medicina do desporto, sobre os seus conhecimentos sobre a canábis medicinal. Os médicos que participaram no estudo tinham de dois a 35 anos de prática, algum conhecimento sobre canábis medicinal e, pelo menos, alguma probabilidade de a recomendar aos seus pacientes com dor crónica, presumindo que a canábis medicinal estava legalmente disponível.

Uma esmagadora maioria (84%) dos prestadores de cuidados de saúde inquiridos disse que os seus doentes pediram ou perguntaram sobre canábis para dores crónicas, com 72% a relatar que tinham sido questionados sobre isso nos 30 dias anteriores. Daniele Piomelli, directora do Instituto para o Estudo da Cannabis da Universidade da Califórnia, Irvine, e membro do Conselho de Revisão Institucional da UCI, que aprovou a pesquisa, disse em comunicado de imprensa que o estudo “enfatiza o interesse público sobre a canábis como analgésico e a falta de dados fidedignos ​​e / ou educação médica sobre o seu uso correcto. ”

O estudo, que ainda não foi publicado ou revisto por pares, descobriu também que quase dois terços (64%) dos médicos disseram que os próprios pacientes eram a sua fonte dominante de informação sobre canábis, seguido pela Internet (44%) e revistas médicas (40%). A pesquisa revela uma gritante falta de conhecimento sobre os usos terapêuticos da canábis entre os profissionais de saúde, a maioria dos quais recebe pouca ou nenhuma formação sobre canábis medicinal ou sobre o Sistema Endocanabinóide na Faculdade de Medicina.

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