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Vitalie Certan, campeão de Karate Combat: “O CBD ajuda-me bastante”

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Vitalie Certan durante um dos seus treinos diários. Foto: Daniel Lima

Apesar de ter nascido na Moldávia, onde começou a praticar Karate aos 8 anos, Vitalie Certan, 29, veio viver para Portugal aos 12, onde continuou a praticar a arte marcial. Actualmente, é o único lutador a representar Portugal na maior liga de Karate Combat, uma variante do Karate que inclui o full contact. Sete vezes campeão nacional em três categorias diferentes, Vitalie tem utilizado a canábis, nomeadamente o CBD, para recuperar dos combates e dormir melhor.


Como e quando é que começaste a praticar Karate Combat?
Eu já pratico Karate desde os oito anos. Antes disso já treinava em casa, mas era mais a copiar o que eu via nos filmes. A partir dos oito é que me inscrevi numa academia de Karate, ainda na Moldávia. Vim para Portugal com 12 anos e queria continuar com a modalidade, inscrevi-me e fui sete vezes campeão nacional, em três categorias diferentes: duas vezes na menos de 60kg, duas na menos de 67kg e três na menos de 75kg.

E porquê Karate Combat? Em que é que difere do Karate normal?
A liga mundial Karate Combat tem três anos, é uma coisa recente. Eu fazia parte da selecção nacional de Karate, só que sempre quis desafiar-me um bocadinho mais, ir para o full contact, porque no Karate não há muito contacto – não vale K.O., por exemplo -, as competições são por pontos, e percebi que a minha praia é outra. Quando não dependemos só de nós para ganhar, por causa das regras, neste caso, dos árbitros, que podem roubar e dar a vitória a outro… Mas quando há K.O. há um soco, a pessoa cai… Caiu, acabou. Portanto, eu sentia que às vezes era roubado quando podia chegar ao topo. Isto não é uma desculpa, mas quando vi, pela primeira vez, um combate de Karate Combat disse: “Eu tenho de entrar neste tipo de desportos.” Como o Karaté não tem nada que seja desse tipo de espectáculo, muitos karatekas procuravam o Kickboxing, o Boxe, o MMA… No fundo, é trazer os valores do Karaté para uma modalidade agressiva, é algo com mais respeito.

O que é que procuravas na parte do full contact, por que é que esse lado te atrai?É um desafio meu, lutar contra os movimentos da outra pessoa. Eu não luto com a pessoa em si, nós lutamos contra os movimentos. Temos de separar bem a parte pessoal do ringue. Gosto muito, porque é mais sobre nós do que sobre a luta, e gosto da parte competitiva, de evoluir a cada dia, de me preocupar com a minha saúde. É um incentivo para eu mostrar a minha melhor performance, e depois, como é óbvio, adoro lutar, senão não faria isto. É onde eu medito, é aquele jogo de xadrez, um jogo inteligente que eu gosto, de conseguir ganhar ao adversário com a táctica, especialmente com a táctica. É um jogo que me dá gozo, estar ali a sentir a adrenalina. Se não correr bem a parte estratégica, posso dar um soco, pode-me acontecer aquilo, correr aquele risco, e isso tem um enorme transfer para a nossa vida. As decisões que tomamos no nosso dia-a-dia sem sermos violentos são muito mais fáceis.

E fora do ringue, já utilizaste a táctica para resolver alguma situação?
Quem me conhece, sabe que sou uma pessoa muito calma, ninguém diz que sou lutador. É preciso saber distinguir o mundo dentro do ringue e o mundo fora do ringue. Temos que ter um botão de ligar e desligar no momento certo, porque eu não mostro a minha agressividade ali, não tenho nada contra aquela pessoa. Sabemos que é um jogo e, aliás, todos os lutadores são muito mais calmos por uma razão: quem quer resolver as coisas à “porrada” não sabe o que é “porrada” porque nunca andou à “porrada” a sério. Elas doem! Ninguém quer resolver as coisas à “porrada”. Quanto mais simples, melhor, porque para andarmos à “porrada” também nos pagam para isso.

E como recuperas de um combate?
Preocupo-me com a base da recuperação que é o sono, a alimentação, beber água e respeitar o corpo. Além disso, também os treinos de recuperação e também o CBD, em óleo e pomadas também com CBD. 

Como é que descobriste que o CBD te podia ajudar?
Eu acompanho lutadores (muitos são dos Estados Unidos) e reparei que eles usavam isso. Então comecei a interessar-me, a ler um bocadinho, um amigo ou outro mencionou o CBD, até que um dia recebo uma mensagem no Instagram com uma proposta de apoio da Power Roots. Eu acredito muito na lei da atracção. Já me interessava muito e queria experimentar, porque uma coisa é ouvir falar, outra coisa é experimentar e eu ter a minha opinião.

E como foi essa primeira experiência?
Lembro-me que recebi o CBD em óleo, de 10%, e a primeira vez que tomei foi antes de dormir. Estava numa semana stressada, em que não estava a conseguir dormir muito bem. Tomei eu e a minha namorada e no dia seguinte ficámos pasmados, porque desligámos, adormecemos mais profundamente e eu acordei muito bem, senti que tive aquele sono em que não te lembras de nada. O melhor descanso (e quando os músculos crescem) é durante o sono e nisso o CBD ajuda bastante. Além disso funciona também como um analgésico, por causa das pancadas, como anti-stress, porque acalma a mente, enfim, é só ler os benefícios, ver os estudos científicos, que vantagens não faltam.

A UFC comunicou recentemente que iria deixar de testar os atletas, não só para o CBD, que já tinha feito há uns anos, mas agora também para o THC.
Sim, o Boxe também já deixa o THC.

Também já tiveste algum contacto com o THC?
Com gotas de THC, não. Eu já experimentei fumar canábis, mas tomar THC ainda não experimentei. Sei que hoje em dia já se vende CBD com THC, porque a junção dos dois ajuda mais na recuperação.

Como é que foi essa experiência?
Relaxou-me, adormeci mais rápido… Estamos a falar de há muito tempo, quando eu tinha 18 anos. Os meus amigos começaram, também fumei, mas depois tive que deixar por causa das competições. Mas sei, por pesquisas que fiz, que muitos atletas da NBA, UFC ou NFL, por exemplo, usam para dormir, para conseguirem melhores resultados a nível psicológico, na recuperação, por causa das dores no corpo (musculares ou pancadas dos treinos), lesões crónicas, entre outras.

Achas que era algo que se devia generalizar aqui na Europa?
Às vezes é confuso porque não há muita informação. Sei que é um tabu, mas depois deixam beber álcool e não deixam fumar? E agora, qual é que faz melhor? Se formos por aí, creio que faz melhor fumar canábis do que beber, mas sei também que o THC demora muito tempo a sair do corpo, enquanto outras drogas saem mais rápido. Eu já fui muitas vezes testado, e por um lado fico contente, porque eu não gostava que o meu adversário tomasse outras coisas. Mas, em relação a isto, no fundo, gostava que houvesse mais informação e que alguém mostrasse, tintim por tintim, o que é que faz bem e o que faz mal, o que é que podemos retirar de melhor da canábis, etc.. Acredito que ainda há muito para evoluir, para abrir mentes, para as pessoas perceberem que é muito mais saudável isto do que tomar medicamentos e que isto não afecta tanto o corpo. A indústria farmacêutica é muito forte e muita gente está a ganhar dinheiro com isso, mas há coisas mais naturais e eu vou sempre pelo lado mais natural.

Treinas todos os dias?
Sim, treino todos os dias, na maioria das vezes duas vezes por dia, entre três a quatro horas.

E quais é que são os teus objectivos para o futuro, tendo em conta que já és campeão nacional?
Ser o dono do cinturão! Quero ser campeão do mundo na liga de Karate Combat, no melhor cenário, este ano, no pior cenário, para o ano.

Qual é o teu maior adversário ou o que mais temes enfrentar?
Não há um maior, nem temo nada. O medo é o pior inimigo que podemos ter, porque nos bloqueia. Nunca vou para um combate com medo, vou lá para me divertir. Se tivesse medo, não ia. Logo, quem tem que ter medo são os outros, não eu. Estou a trabalhar para o cinturão, não posso ter medo!
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Entrevista publicada no #3 da Cannadouro Magazine

 

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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]

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Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, Laura Ramos é Jornalista desde 1998, tendo desempenhado funções de redactora e repórter em vários meios de comunicação (RTP, Euronotícias, BiT, A Capital, Sábado, JN). Foi correspondente do Jornal de Notícias em Roma, Itália, em 2004/2005, altura em que fez uma pós-graduação em Fotografia Profissional no Istituto Europeo di Design de Roma. De 2006 a 2009 foi Assessora de Imprensa no Gabinete da Ministra da Educação e criou o arquivo fotográfico de street-art “O que diz Lisboa?”. Co-fundadora do jornal A Folha — Cultura Canábica para Adultos (2008) e da CannaPress (2017), Laura Ramos é actualmente Editora do CannaReporter e da Cannadouro Magazine, tendo realizado o documentário “Pacientes”, sobre os utilizadores de canábis medicinal em Portugal. Fundadora e directora de programa das conferências internacionais de cannabis medicinal PTMC - Portugal Medical Cannabis (2018), Laura integrou ainda a equipa de organização da primeira Pós-Graduação em GMP’s para Canábis Medicinal (2019), em parceria com o Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

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[…] para melhorar os potenciais tratamentos alternativos na gestão da dor dos jogadores da NFL. Vários atletas utilizam canabinóides para recuperar de lesões associadas à […]

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