Connect with us

Corporações

Juicy Fields desmorona-se e lesa milhares de investidores

Publicado

em

Ouvir este artigo

A ultima semana foi intensa para quem acompanha a Juicy Fields, empresa que dizia cultivar canábis num modelo de crowd-growing. A tomada de posse de um novo CEO, uma aquisição em África, uma alegada greve e a plataforma inoperacional foram os ingredientes que catalisaram a agitação e frenesim que dominou por completo os grupos de Telegram da Juicy Fields. Enquanto os investidores procuram estratégias para mitigar as perdas da companhia, que já tinha sido avisada pelo regulador financeiro alemão, ecoa um silêncio ensurdecedor. Os indícios apontam, de forma contundente, para uma fraude milionária, que lesa milhares de investidores em todo o mundo.

Actualização (18 de Julho de 2022, 11h00m): Através dos meios de comunicação digital, nomeadamente vários grupos de telegram, acumulam-se investidores lesados que unem esforços no sentido de investigar e de procurar disponibilizar o máximo de informação com as autoridades. Em Espanha já foi constituída uma Associação de Afectados, e em Portugal a comunidade criou uma pasta na Drive com documentos tipo para proceder às denúncias.  

A promessa de lucros e retornos atractivos e o sector da canábis em franca expansão foram a amálgama de condições que popularizaram a Juicy Fields enquanto plataforma de investimento. Os utilizadores investiam num número de plantas à sua escolha, recebendo depois os lucros da venda da produção obtida em função da quantidade de gramas produzida por cada uma das plantas. A Juicy Fields mantinha uma agenda de marketing voraz e agressivo, com investimentos avultados em comunicação e na participação de inúmeros eventos relacionados com a canábis como patrocinador. Contudo, apresentava algumas situações enigmáticas, que vinham a ser reportadas como sinais (red flags) de que toda a estrutura e actividade da empresa poderia ser uma fraude.

Na última semana sucedeu-se uma série de eventos que começaram a despoletar várias preocupações, já que eram situações consideradas anormais e que nunca teriam acontecido no passado. Entre estas, verificaram-se anomalias nas operações de depósito e retirada, mas principalmente, foi comunicada por e-mail uma alegada greve do grupo de suporte e comunicação. Em simultâneo, decorria a adaptação do novo CEO, Willem van der Merwe, que teria iniciado funções em Junho, em substituição do ex-CEO, Alan Glanse, e que havia prometido aos investidores um vídeo com declarações suas, garantindo que era apenas uma situação pontual e que estaria prontamente resolvida.

Foi o início do fim. Nos últimos dias, assistiu-se a vários esclarecimentos e desmentidos por parte de alguns alegados parceiros da empresa, entre eles a empresa portuguesa Sabores Púrpura, um escritório de advogados da Venezuela e uma farmacêutica alemã, segundo reportou o El Diario. Ao início, os rumores foram de que a empresa tinha sido alvo de um ataque informático, que teria afectado os grupos de Telegram onde a empresa estabelecia grande parte da comunicação com os utilizadores. No entanto, surgiram mais indícios de que estavam a decorrer alterações no website e todos os utilizadores receberam um e-mail a anunciar uma greve do staff. Por fim, o Telegram entrou em ebulição quando a notícia de que o CEO Willem van der Merwe estaria de saída da companhia.

Num comunicado, datado de 15 de Julho, a partir de Tavira, no Algarve (sul de Portugal) a Sabores Púrpura afirmou-se “totalmente alheia” à actividade desenvolvida pela Juicy Fields. “Queremos confirmar que a Sabores Púrpura teve um vínculo meramente comercial com a Juicy Fields, não tendo tido qualquer suspeita em relação às atividades ilícitas e fraudulentas de que a Juicy Field está a ser agora acusada”.

“A Sabores Púrpura é totalmente alheia à atividade desenvolvida pela Juicy Fields, sendo totalmente especulativas todas as alegações que envolvam o nome da empresa”

A empresa portuguesa garantiu ainda que “na Sabores Púrpura, o resultado dos últimos 10 anos de atividade permitiu produzir medicamentos à base de canábis, suscetíveis de poder aliviar as dores e melhorar a qualidade de vida de mais de 1.800 milhões a nível mundial”.

Sinais de alerta
No sábado, um alegado e-mail da equipa de funcionários da Juicy Fields alegava que a empresa estaria inoperacional desde o início da semana e que não existiam quaisquer instruções ou comunicações dos proprietários. O e-mail revela que alguns funcionários têm salários em atraso, tal como confirmado por Zvezda Lauric, que era a porta-voz e cara da Juicy Fields na comunicação, redes sociais e relações públicas nos eventos. A situação é de tal forma complexa que na noite de sábado foi colocado online um vídeo da alegada CFO da empresa, Birgit-Elisabeth Neumann, onde são denunciados abusos dos alegados proprietários da empresa, nomeadamente falsificação de documentos.

A Juicy Holdings B.V. já tinha sido avisada pelo regulador financeiro alemão, BaFin, por não ter publicado um prospecto de venda aprovado pela BaFin para a oferta pública dos investimentos que a empresa alegadamente oferecia, bem como pela CNVM (homóloga da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários em Espanha). A empresa disponibilizava quatro opções com diferentes valores de investimento – a Juicy Flash, Juicy Mist, Juicy Kush e Juicy Haze -, sendo que o investimento seria realizado através de transferência bancária ou da compra em criptomoeda. Em comunicado, a empresa manifestou intenções de apresentar um prospecto financeiro na Dinamarca, de forma a ultrapassar estas questões, o que não aconteceu.

A Juicy Fields operava, alegadamente, através de uma empresa denominada de Juicy Holdings B.V., registada na Holanda, detendo o registo da marca “JuicyFields” através do representante Braschi AG, uma empresa sediada em Zurique, na Suíça. Apesar da Juicy Fields ter afirmado ser administrada por uma empresa holandesa chamada Juicy Holdings BV, a verdade é que existe a Juicy Fields AG como empresa registada na Suíça.

Onde estão os milhões?

A queda de um esquema de pirâmide ou de um esquema Ponzi é um eufemismo e uma simplificação exagerada daquilo que são as circunstâncias actuais, onde vários utilizadores se organizam em grupos de afectados e lesados da Juicy Fields no Telegram onde recolhem informações e coordenam as denúncias na polícia, contactando com os vários funcionários que se mostram disponíveis para auxiliar nesta situação. As informações surgem a conta gotas, quer por parte de vários trabalhadores e ex-trabalhadores da Juicy Fields, quer por parte de utilizadores que dirigem esforços para tentar recolher o máximo de informações relativamente ao paradeiro dos valores investidos.

Este esforço conjunto levou ao surgimento de vários endereços de carteiras, alegadamente pertencentes à Juicy Fields, que foram identificados na blockchain pelos investidores, que se organizaram colectivamente para tentar travar quaisquer movimentos através do bloqueio daqueles activos. Semelhante atitude foi tida com as duas instituições bancárias que recebiam os pagamentos dos investidores através de transferência bancária. É certo que os investidores estão a tentar dificultar ao máximo que se realize uma fuga de capital, cooperando com as entidades em relação a esta questão.

Apesar das informações serem escassas, o CannaReporter irá continuar a acompanhar esta matéria com os desenvolvimento que entretanto surgirem.

Actualização (18 de Julho de 2022, 11h00m) Sou lesado. E agora?

Nos grupos de Telegram são disponibilizadas informações sobre como proceder às queixas nas autoridades

A dimensão deste caso em particular tem vindo a crescer e a aumentar no número de lesados que procuram informações relativamente a como proceder a sua denúncia. Os vários utilizadores têm se vindo a agrupar em canais de telegram nacionais

onde são seguidas diferentes estratégias, como é o exemplo espanhol, onde já está constituída uma associação de forma a levarem o caso à justiça de forma colectiva. 

Por outro lado, em Portugal os utilizadores reportam estar a fazer as suas queixas directamente nas entidades competentes numa esperança de que a dimensão e a quantidade de queixas que o Ministério Público porventura receba, possa acelerar, de facto, o processo. Os utilizadores criaram uma pasta do Google Drive onde estão partilhados documentos para auxiliar os lesados a proceder à sua queixa.

 

____________________________________________________________________________________________________

[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]

____________________________________________________________________________________________________

O que fazes com 3€ por mês? Torna-te um dos nossos Patronos! Se acreditas que o Jornalismo independente sobre canábis é necessário, subscreve um dos níveis da nossa conta no Patreon e terás acesso a brindes únicos e conteúdos exclusivos. Se formos muitos, com pouco fazemos a diferença!

+ posts

Sou um dos directores do CannaReporter, que fundei em conjunto com a Laura Ramos. Sou natural da inigualável Ilha da Madeira, onde resido actualmente. Enquanto estive em Lisboa na FCUL a estudar Engenharia Física, envolvi-me no panorama nacional do cânhamo e canábis tendo participado em várias associações, algumas das quais, ainda integro. Acompanho a industria mundial e sobretudo os avanços legislativos relativos às diversas utilizações da canábis.

Posso ser contactado pelo email joao.costa@cannareporter.eu

13 Comments
Subscribe
Notify of

13 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Tiago Vqz
1 ano atrás

A Cannabis continua nas mãos de gangsters. Há que esperar, porque até lá é dinheiro perdido, e muito problema

Willie van der Merwe MOM
1 ano atrás

Willie van der Merwe é o culpado de tudo. Roubou 5 milhões para as suas plantações na África do Sul, não pagou à sua equipa, receber 20 mil euros de salário e fugiu! Cobarde, fugiu! Se alguém deve ser processado é o Sr. Sobracelhas Pedófilo

Manuel
1 ano atrás

Porque razão em Portugal não há uma plataforma para os lesados da JF?
Com tanto génio da informática em portugal e nada?

Manuel
1 ano atrás

Viva,
apenas um aviso à navegação.
Fui um dos lesados de uma plataforma que tinha tudo para funcionar bem, sem esquemas. Investimento/retorno. A cannabis medicinal pode e deve ser um bom investimento.
Contudo, mostrou-se que o conjunto de gente que geria a JF não se soube comportar à altura e fizeram isto.

Assim, garanto, com tudo o que estiver ao meu alcance, que vou apurar nomes, responsabilidades e não olharei a meios para repor o respeito que me era devido enquanto investidor. Quando digo que não olharei a meios, não tenho reservas nem limites. Quero o meu dinheiro de volta e uma explicação dos responsáveis. E TUDO farei para que os tenha. Não me responsabilizo pela não integridade dos responsáveis.

Giuseppe Chiabotto
1 ano atrás

Rientro tra le persone truffate con ben 6000 euro d’investimento. E’ possibile contattare questi gruppi che richiedono risarcimento?

Return among the scammed people with 6000 euros of investment. Is it possible to contact these groups that require compensation?

Retorno entre las personas estafadas con 6000 euros de inversión. ¿Es posible ponerse en contacto con estos grupos que requieren una compensación?

Heiko
1 ano atrás

Wo kann man Telegramm puppe finden möchte auch mein Geld zurück

Willie van der Merwe
1 ano atrás

Mr Costa

As you did not take the time or effort to contact me on my involvement and or opinions on the Juicy Fields situation, yet elected to name me in your article, I have taken the liberty to sent you an opinion peace of my own;

*********************************************************************

MY OWN OBSERVATIONS

SUBJECT MATTER:          

JUICY FIELDS

 

It has been a number of days now since I have publicly made any comments or statements as it pertains to the Juicy Fields developments. I have had quite a number of emails, WhatsApp, Telegram messages from people purportedly wanting to know if I knew anything more than what has been reported in chat rooms, and now by one or two newspapers and or TV channels. I have made a concerted effort to answer most if not every single one of these messages. There have been a handful of purely nasty messages, which I guess one can expect and which I have naturally ignored. The majority of messages that I received actually fell into two main categories;

(i)        The people that simply wanted to try and get clarity on the situation as so many statements had been doing the rounds, that nobody really knows what to believe as accurate or not, and

(ii)      those people that simply wanted to know if the owners of Juicy Fields actually stole their money.

Nobody actually ask the following two pertinent questions:

(i)              Why did I leave and resign almost immediately after becoming involved with Juicy Fields?

(ii)             Can Juicy Fields actually be saved, and if the business is salvaged, can people recover their funds?

Let me first answer these two questions above, before I share some further comments from my side, including some questions of my own. Firstly, I was first approached by Juicy Fields at the beginning of 2022 to consider coming to help them with business and compliance issues. I was initially reluctant to share my time as I am already involved in my own companies. In May, I finally conceded and started working with Juicy Fields on June 1st. Within 5 days of starting an internal due diligence, I wrote quite a strongly worded memorandum to the board members and owners (the ones that I was told were the owners), advising them to urgently address issues such as securing cannabis plants, preparing and filing the requisite applications and paperwork with the authorities in various countries in Europe such as Germany, to become operationally compliant, and to change the product offering from an investment product to a commodity product offering, which it essentially should be. Now, although a person by the name of Frederich von Luxburg did not appear on any company registration documents in Germany, Holland, or Switzerland, he appeared to have made himself the voice of the owners. He informed me soon after my memo dated the 5th of June 2022, that the owners rejected my proposals for these changes outright, and that he is busy with a company prospectus already.

A week later I was informed by a counter faction within the Juicy Fields owners/ board members group, that they actually did support my recommended changes, that Von Luxburg has not delivered for almost a year of being paid large sums of money on facilitating a company prospectus and the required regulatory compliance issues for the Juicy Fields group, and they wished for me to start implementation as soon as possible of a new updated platform for the company. At the time I made announcements in this regard to the Juicy Fields employees and members.

Just after this happened, the team that I had assembled for the transition process, started seeing news releases contradicting my own statements. This included sensitive news such as the BaFin instructions to Juicy Fields, informing the company that it may not offer any further investments into Juicy Fields to German, Italian and Swiss citizens.  Virtually two days after we made the announcement of temporary restrictions applying to specifically German citizens, somebody within the Juicy Fields organisation posted a news release, stating that it is all fine now, Germans, Italians and Swiss citizens can now again invest, which was totally false. We tried to determine who was responsible for these false and counter productive statements, but each time ended up in a dead-end street.

When we tried to intervene on the website and some social message platforms, we were actually shut out and permissions limited to restrict all together. It became a game of cat and mouse, to the frustration of the members, employees and most certainly me personally, who found the whole situation very unprofessional. In addition, and despite my best efforts, I was refused information on how many e-growers the company actually had, how much money had been received from e-growers, where and how this money was managed etc. I was actually refused as the newly appointed CEO of the Juicy Fields company, to know the company’s financial status, or even if we can at least have a monthly operating budget secured to pay employees and service providers, as is customary in all good businesses. When the situation deteriorated to this point where I could no longer fulfil my mandate and had to question the very reason, I was employed in the first place, I decided to quit. That happened on July 14th, 2022, 43 days into my starting date.  

Until today, I have had very little verified knowledge of who really owned, operated, and managed the funds of Juicy Fields. My involvement for the short 43-day period, was with Juicy Fields AG, the Swiss registered company, who to the best of my knowledge never received or managed e-grower investors funds. Juicy Holdings BV is a separately run company all together, registered in the Netherlands (Holland). The original Juicy Fields company (as far as I could find out), was and remains to be a German registered company who traded under the name Juicy Grow GmbH. I never dealt with, or assume management control over any of these two additional companies.

Insofar as asking whether the Juicy Fields business can actually be saved, and the business salvaged, resulting in people recovering there funds, the short answer is yes. This being said, it will rely on two critical issues;

a)     How many e-grower investors there actually are, and

b)    How much money did these e-growers invest, and how much is still with Juicy Fields?

If the majority of the principal investment funds are still there, the company can for sure get everyone their outstanding principal investments repaid, even if it means having to trade for another 6 – 12 months. The basic business model is sound. What has never been sound is the management of the model which was conducted by a bunch of amateurs and inexperienced people. The simple truth is that a changed model where you sell a plant for say €60 and in 120 days buy it back the flower for say €90, affording a realistic 33% plus return on capital, is realistic. The business of raising funds through agricultural commodity trading is not new, it has actually been around for a very long time.

But here are the problems with the evolution of the Juicy Fields business model;

The Juicy Fields management up and until now made several mistakes with the business model;

        i.         They never properly processed KYC for new clients or investors, opening themselves up for problems with unsavoury characters such as money launderers. It also caused a huge tax compliancy issue all around, if you have little to no client verification details/ information.

      ii.         The management offered e-growers an opportunity to simply “roll over” or re-invest through extension plans, original investment amounts, which if you do the math, results in the principal becoming leveraged way above realistic returns. That kills your profitability very quickly, as you start paying profits on profits, not principal investment amounts.

     iii.         The management used a ridiculous “commission based” incentive program, paying solicitors and marketeers and brand ambassadors between 4% and 11% in exchange for soliciting/ securing investments into Juicy Fields. This commission becomes a huge cost to the company overall and is totally unsustainable if added to the compounded returns on offer.

     iv.         On top of the unsustainable financial models that were offered to the market & investors, the company insisted on continuing offering “investment” products, not commodities for sale. The requirements for any company to offer financial products, are clear and precise, and Juicy Fields were informed time and again by BaFin and FINMA to stop doing this, and to first become compliant with requisite licenses and prospectuses before they should continue offering investments. All of this was simply ignored by the management or owners.

      v.         Another item that I want to point out, is that their was no transparency or accountability in the overall Juicy Fields operations. Nobody for starters actually knew (and probably still don’t know) who the real owners or shareholders of Juicy Fields are. What we do know, is who the management teams were who continued to sell investments, despite the fact that the regulators told them not to.

It was inevitable that the company’s business was going to fall apart. It was already on the cards before my involvement, and I assume they knew they needed help to fix it. Despite my efforts with such a short window of time left, I could not introduce these much-needed changes for the company to have half a chance, without full support. The rest is now becoming history. But even despite this now happening, and the fact that the proverbial writing is on the wall, nobody asks the hard questions, but instead, have adopted a “one shoe fits all” reporting and commentary approach. Yes, the owners must assume responsibility, and yes, the past management must assume responsibility, but what about for example those salespeople that made hundreds of thousands of Euros in commissions, continuing without accountability, to solicit and sell these questionable investment products to unsuspecting investors? Another question. How many e-growers stand to lose their original investment amounts? Are some now loudly complaining because they stand to lose their profits generated on previous profits or on their original investments? Greed made them continue to roll their original monies over and over, actually contributing to the collapse of a financial unsustainable business model. 

Maybe we as a collective should get together, revive the business model by getting the investors who made hundreds of thousands since the beginning, to repay their profits so that we can assist the most recent investors to actually get their monies back. I bet every person/ e-grower that made thousands in profits after already recovering their initial investments, will react very negatively to this suggestion. Add to that the repayment of thousands in Euros of commissions that was paid to the people who lured unsuspecting, inexperienced e-grower investors to invest, while never informing them of the risks associated with this type of investment scheme. Let’s get those commissions back as well please.

Do not misinterpret my statements here for your convenience, I am not suggesting for one moment that you should not hold accountable the management people and owners that caused this problem in the first place, but the problem is much more deeply rooted than just the greed of the owners. The greed of investors and the greed of salespeople and company ambassadors must also be considered. Stop looking constantly for a few scapegoats. If you want to voice an opinion, let it be an informed opinion, and look at the total problem that was created and from who so many ended up feeding.

You want to turn this around and make it better and help people to get their hard-earned cash back? Then do it with a concise plan, and with everyone contributing to help out those investors, who clearly jumped on the band wagon way too late, instead of simply just focussing on looking for the people to blame. These people you are seeking to identify, are clearly not interested to help recover investors funds, otherwise they would have done so already. They have all gone into hiding, while stoking the fire by continuing to spread rumours and disinformation, same way they did when I was trying to help out. If these owners and previous management types had one ounce of decency in them, they would have already worked on a solution, a plan, instead of hiding in their castles in Poland.

I am really under no obligation to do anything, never mind even write this document or render commentary, but despite all my reservations to even go there, I am still willing to contribute towards a solution in an effort to assist those people who never saw a cent of profit and try guide them in trying to recover their principal investment funds. Who knows, we might even have an opportunity to turn this whole damn business around and create some realistic opportunities in future, where a company owned by the public can participate in real cannabis business operations after all.

Is it too late?? It is never to late if you have the desire and the aptitude to seek a workable solution to a problem you face.

Without prejudice

Willie van der Merwe

**************************************************************

Willie van der Merwe MOM
1 ano atrás

lier!!!! you stole, run away and let people in a deep shit, including your team!
Karma never sleeps!

Willie van der Merwe MOM
1 ano atrás

fuck, you lie with all your eyebrows!

Devil
1 ano atrás

You will get caught.. Sleep well…

chiça
1 ano atrás

só otários em busca de lucros “fáceis, elevados, garantidos e sem risco”. “Investimento passivo”!

zxismassive
1 ano atrás

O autor deste artigo andou a espalhar fake news que a JF tinha sido alvo de ataque informático. Talvez porque esteve envolvido no negócio e tinha alguma esperança que o alegado ataque fosse verdade… Retail bagholders

Marco
1 ano atrás

Boa tarde,

Segundo consta o ex-CEO da juicy tem empresas em conjunto registadas em Portugal com a sua esposa e o CEO da Sabores Púrpura.

Publicidade


Veja o Documentário "Pacientes"

Documentário Pacientes Laura Ramos Ajude-nos a crescer

Mais recentes

Eventos6 dias atrás

CannaTrade regressa a Zurique de 24 a 26 de Maio

A CannaTrade – Feira e Festival Internacional do Cânhamo de Zurique atinge em 2024 a maioridade, celebrando a sua 18ª...

Comunicados de Imprensa1 semana atrás

Grupo SOMAÍ e a sua subsidiária RPK Biopharma ampliam parceria com Cookies para incluir Europa e Reino Unido

LISBOA, PORTUGAL, 16 de maio de 2024 /EINPresswire.com/ — O Grupo SOMAÍ (“SOMAÍ”) e a sua subsidiária, RPK Biopharma expandiram...

Nacional1 semana atrás

Portugal: Consumo estimado de CBD aumenta, apesar da proibição

O relatório “Cannabis in Portugal”, realizado pela Euromonitor International, divulgou os dados mais recentes sobre a indústria da canábis, os...

Nacional2 semanas atrás

“Canábis. Maldita e Maravilhosa”, de Margarita Cardoso de Meneses, chega às livrarias a 16 de Maio

Margarita Cardoso de Meneses, colaboradora do CannaReporter®, acaba de publicar o livro “Canábis. Maldita e Maravilhosa”, editado pela Oficina do...

Comunicados de Imprensa2 semanas atrás

Montemor-o-Velho: Detido por cultivo de canábis

O Comando Territorial de Coimbra, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) do Destacamento Territorial de Montemor-o-Velho, hoje, dia 9...

Eventos2 semanas atrás

PTMC – Portugal Medical Cannabis reúne indústria da canábis medicinal a 22 de Maio, em Lisboa

A PTMC – Portugal Medical Cannabis vai reunir os profissionais da indústria da canábis medicinal no próximo dia 22 de...

Corporações2 semanas atrás

EUA: MedMen declara falência com 400 milhões de dólares de dívidas

A gigante norte-americana da canábis MedMen entrou em colapso sob o peso da sua dívida, anunciando na semana passada que...

Notícias3 semanas atrás

Estudo revela que legalização da canábis não aumenta consumo de outras substâncias

Um dos argumentos mais usados contra a legalização da canábis para uso adulto ou recreativo tem sido a ideia de...

Cânhamo3 semanas atrás

Letónia: Hemp School, da Obelisk Farm, é finalista do Prémio EFT Green Skills 2024

A Obelisk Farm continua a ser reconhecida mundo fora pela sua abordagem sui generais à exploração do cânhamo industrial. O projecto familiar, que...

Eventos3 semanas atrás

EUA: CannMed 24 Innovation & Investment Summit regressa a Marco Island, na Florida, de 12 a 15 de Maio

É uma das mais importantes conferências científicas sobre a indústria da canábis medicinal e regressa a Marco Island, na Florida,...