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Entrevistas

Franz Sima: “Criámos a possibilidade de padronizar o cultivo de canábis. Escolher a iluminação certa é da maior importância para um cultivo bem-sucedido”

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Franz Josef Sima é especialista em serviços de horticultura para canábis na região EMEA da Fluence e dará uma palestra hoje, Domingo, dia 11 de Setembro, na CB Expo, em Zurique, dedicada ao “GACP da perspectiva de um grower”. A sua intervenção irá abordar os obstáculos dos standards, por que é que eles são necessários e por que é que elevam o cultivo de canábis a um nível mais alto.

Produtor de 4ª geração, Franz Sima está envolvido na indústria europeia de canábis há mais de 10 anos, desde a venda de clones aos equipamentos de cultivo. Com uma vasta experiência internacional, trabalhou desde a concepção de instalações GMP da União Europeia (UE) na Macedónia do Norte até ajudar projectos sul-africanos a alcançar o sucesso e os seus objectivos mais rapidamente. Falámos com Franz Sima em Berlin, à margem da ICBC – International Cannabis Business Conference – e ficámos a conhecer um pouco melhor o que faz na sua profissão.

O seu trabalho é, essencialmente, nos serviços de horticultura da Fluence na indústria da canábis? Em que consiste exactamente?
O serviço de horticultura da Fluence é um suporte de produtor para produtor. Assim, ex-produtores ou consultores de cultivo que usaram LED nas suas instalações estão agora a trabalhar para a Fluence e apoiando outros produtores na selecção da solução de iluminação LED adequada para a sua operação, preparando as instalações e práticas de cultivo para o uso futuro de LED e sendo um parceiro de treino enquanto cultivo com LED. A Fluence possui especialistas em serviços de horticultura (HSS) na América, Europa e Ásia. Eu represento a equipa de HSS que apoia os produtores de canábis na Europa, Médio Oriente e África.

Qual é o objectivo de a Fluence se fazer representar em conferências como a ICBC ou a CB Expo, por exemplo?
A indústria da canábis está a mudar rapidamente e estamos a ver que a Europa está a abrir-se para a canábis medicinal e, em parte, também recreativa. Dadas as actuais etapas de legalização na Alemanha, faz muito sentido fazer um evento europeu de canábis na capital da Alemanha. A Fluence tem o prazer de participar na ICBC e na CB Expo deste ano e conectar-se com produtores de canábis e parceiros do ecossistema de todo o mundo para moldar a indústria de canábis da Europa. A Fluence está a contribuir para conferências, este ano, participando em vários painéis de discussão, fazendo eventos de networking e tendo um stand onde gestores de vendas regionais, especialistas em serviços de horticultura e cientistas estão presentes para compartilhar conhecimento com produtores e parceiros e estimular os negócios uns dos outros.

Como é que analisa a indústria da canábis em Portugal e na Europa?
Tendo a visão das muitas facetas do mercado e diferentes operações de crescimento em todo o mundo, estamos a testemunhar muitas tendências interessantes na indústria da canábis, especialmente quando se trata de práticas de cultivo. O objectivo do nosso serviço de horticultura é que nossos clientes atinjam os seus objectivos de negócio da forma mais rápida e eficiente possível, para garantir um retorno do investimento (ROI) mais rápido. Algumas aprendizagens foram feitas por outros produtores e não precisam ser repetidas por produtores europeus ou portugueses. Trazemos um vasto conjunto de melhores práticas e parceiros para garantir uma implementação e uso bem-sucedidos das tecnologias LED. A indústria legal de canábis na Europa ainda é jovem. Certos padrões como GAP/GACP e GMP/EUGMP podem ser desafiantes para os produtores.
Os clientes da Fluence em Portugal podem beneficiar da nossa equipa de serviço de horticultura, que já passou pela curva de aprendizagem por eles e também tem uma ampla compreensão das correlações entre a luz e outros parâmetros no cultivo de canábis. Envolvemos os clientes para usar práticas comprovadas, que já foram validadas do nosso lado.

Por que é que a luz importa?
Por mais simples que essa pergunta pareça, é de grande importância fornecer uma boa visão sobre o tópico da luz. A própria planta de canábis, sendo uma planta fotoperiódica, reage ao período em que recebe luz (fotoperíodo). Em ambientes controlados onde a canábis é frequentemente cultivada, a intensidade da luz, o espectro de luz, o fotoperíodo e o ciclo contínuo desses factores são muito importantes. Além disso, a canábis pode absorver uma grande quantidade de luz – quando se compreendem todos os factores de crescimento relevantes. Criámos a possibilidade de padronizar o cultivo de canábis. Suplementamos na estufa para adicionar iluminação num dia sombrio e equilibrar essa perda de luz. Para a canábis, receber continuamente o mesmo nível de luz é a maneira de produzir o mesmo rendimento e perfil de canabinóides nas flores. Entre outros factores, as plantas precisam de luz para crescer. A intensidade da luz dita a morfologia da planta e, indirectamente, também a saúde da planta. Escolher a iluminação certa para os projectos é da maior importância para um cultivo bem-sucedido.

 

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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]

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Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, Laura Ramos é Jornalista desde 1998, tendo desempenhado funções de redactora e repórter em vários meios de comunicação (RTP, Euronotícias, BiT, A Capital, Sábado, JN). Foi correspondente do Jornal de Notícias em Roma, Itália, em 2004/2005, altura em que fez uma pós-graduação em Fotografia Profissional no Istituto Europeo di Design de Roma. De 2006 a 2009 foi Assessora de Imprensa no Gabinete da Ministra da Educação e criou o arquivo fotográfico de street-art “O que diz Lisboa?”. Co-fundadora do jornal A Folha — Cultura Canábica para Adultos (2008) e da CannaPress (2017), Laura Ramos é actualmente Editora do CannaReporter e da Cannadouro Magazine, tendo realizado o documentário “Pacientes”, sobre os utilizadores de canábis medicinal em Portugal. Fundadora e directora de programa das conferências internacionais de cannabis medicinal PTMC - Portugal Medical Cannabis (2018), Laura integrou ainda a equipa de organização da primeira Pós-Graduação em GMP’s para Canábis Medicinal (2019), em parceria com o Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

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