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Entrevistas

Bonni Goldstein: “É hora de experimentar o CBD! Não há razão para que seja o 15º da lista”

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Bonni-Goldstein na PTMC22 - Portugal Medical Cannabis, em Lisboa. Foto: Renato Velasco | PTMC

Bonni Goldstein é Pediatra há mais de 30 anos em Los Angeles e pioneira no campo da medicina baseada em canabinóides. Directora médica dos Canna-Centers Wellness & Education, a sua prática clínica tem-se concentrado no tratamento de crianças com doenças graves e crónicas, incluindo epilepsia refractária, autismo e cancro, entre muitas outras.

Nos últimos 13 anos, Bonni avaliou e tratou com canábis milhares de pacientes pediátricos e, em 2020, publicou o livro Cannabis is Medicine: How Medical Cannabis and CBD are Healing Everything, from Anxiety to Chronic Pain.

A convite da PTMC – Portugal Medical Cannabis, Bonni esteve em Portugal em Junho de 2022, para apresentar as últimas descobertas científicas relacionadas com o uso de canabinóides, como o CBD, CBDA, THC, THCA, CBG, CBN ou CBDV no tratamento de doenças pediátricas. Falámos com Bonni Goldstein e ficámos a conhecer melhor o seu percurso e os avanços que tem feito na sua carreira dedicada à canábis como medicina.

Esta entrevista foi originalmente publicada na edição #7 da Cannadouro Magazine.
Pode ler a versão editada mais abaixo ou assistir ao vídeo completo no canal de Youtube do Cannareporter / PTMC – Portugal Medical Cannabis. Por favor, tenha em atenção que, devido à edição da entrevista para publicação em Português e à tradução automática deste website para outras línguas, pode haver ligeiras diferenças entre o som original da entrevista e o texto reproduzido abaixo.

Bonni, é um prazer tê-la tido em Portugal para a PTMC e aqui, ainda que online, para esta entrevista para o Cannareporter e para a CannaDouro Magazine. Como é que decidiu ser médica? Era o seu sonho de criança ou foi algo que apareceu mais tarde na sua vida?
Ah, apareceu quando tinha uns oito anos, acho que fui influenciada por algum programa de TV que o meu pai gostava. Eles traziam pessoas para o hospital e faziam testes e eu fiquei muito cativada por isso. Decidi que queria ser médica, mas não sabia que especialidade. Na minha formação eles testaram-nos em cirurgia, medicina interna, ginecologia, etc. e quando fiz pediatria percebi que tinha encontrado o meu lugar. E então fui estagiar como pediatra, já há mais de 30 anos. São apenas 13 anos neste mundo da canábis. 

Como ponto de partida para esta entrevista utilizei o livro que publicou recentemente, “Cannabis is Medicine”, onde mencionou que foi através de um amigo que descobriu a canábis medicinal. Ainda é comum encontrar médicos nos EUA que não fazem ideia do que é o sistema endocanabinóide?
Bem, sim, porque não está a ser ensinado. Talvez menos de 20% das Faculdades de Medicina mencionam o sistema endocanabinóide. E isso é obviamente um problema, porque sabemos que as condições relacionadas com a disfunção ou a deficiência endocanabinóide podem ser a parte principal da doença ou, às vezes, são uma consequência da doença. Mas, se deixarmos esse sistema endocanabinóide não corrigido ou, digamos, não aumentado – porque é realmente o que estamos a fazer quando tomamos medicamentos à base de canábis, estamos a aumentar esse sistema para o ajudar a funcionar melhor – e se não se estudar sobre isso, como é que se vai lidar com a doença subjacente? Como é que se tem um paciente no seu 10º medicamento, que continua a não ficar bem, e se diz “bem, você é intratável”. Usamos esta palavra ‘intratável’ ou ‘refractário’. “Ah, sim, não podemos ajudá-lo, não há medicamentos para o tratar”… Mas, ainda assim, esse paciente só foi analisado através do programa médico alopático, em vez de se começar a procurar uma solução fora disso. 

Ainda há muitos médicos que ignoram uma peça fundamental do puzzle, o sistema endocanabinóide? Como é que vê esta situação?
Claro, a 100%! Estamos a pedir às pessoas que tomem outros medicamentos e no caso de muitos dos meus pacientes pediátricos, com epilepsia refractária, ter um íman instalado, procedimentos invasivos… Que tal uma cirurgia no cérebro? Que tal cinco medicamentos diferentes com efeitos colaterais terríveis, que afectam o desenvolvimento do cérebro infantil? É esse enigma louco com o qual estamos a viver. E aqui está esta planta benigna, que foi tão vilipendiada e, sabe, muitas pessoas diriam que preferem que esse paciente fizesse todas essas coisas invasivas. E talvez haja este último recurso, mas mesmo assim ainda são contra. O que é realmente lamentável, porque já sabemos que, na epilepsia, por exemplo, o CBD é considerado um anticonvulsivante eficaz e seguro. Mas ainda temos neuropediatras que dizem “não, não, vamos tentar tudo o resto”. Primeiro, está a perder tempo e a perder a função cerebral num cérebro em desenvolvimento, permitindo que as crianças continuem a ter convulsões. Segundo está também a experimentar diferentes medicamentos que podem ter efeitos colaterais graves. 

Isso também acontece em Portugal. Temos relatos de famílias cujos médicos ainda negam o CBD a crianças com epilepsia ou autismo. Acha que esses são os maiores desafios que se encontram na prática clínica?
Há obviamente aqueles que não vão prescrever, mas os pais podem mudar de pediatra ou de neurologista e trazer o CBD para a conversa. O problema é que pode haver uma família que recebeu o “Ok, vá em frente e faça”, mas o médico não sabe nada sobre isso e não pode ajudar. Então, têm de encontrar alguém que saiba e não é fácil. Eu tento atender o máximo de pacientes, mas sou apenas uma pessoa. Estou a tentar educar outros médicos e, definitivamente, vejo cada vez mais médicos a abraçar isto. Então, essa é a boa notícia. Não é tudo uma desgraça, mas em alguns países ainda há um pouco de atraso. O primeiro paciente que tratei com CBD foi em 2013, já passaram quase 10 anos, e aquela criança está a prosperar e a crescer muito bem. Toma óleo de canábis, não apenas CBD, também toma THC e THCA e está a prosperar na sua vida. É perfeito? Não, mas quando analisamos os problemas que tinha aos quatro anos e como está agora… E gostaria de partilhar ainda o caso de uma criança com autismo, que quando introduzimos o CBD o comportamento melhorou, o sono melhorou e então introduzimos o CBG (Canabigerol) e ele começou a falar. Encontrámos uma boa dose e quando isso acontece estamos a maximizar os benefícios e a minimizar os efeitos colaterais. Depois adicionámos o CBDA e a mãe disse que a sua linguagem simplesmente disparou. Agora, tenho que ser honesta: não conhecemos todos os mecanismos de acção, mas isso não nos impediu de distribuir todos esses medicamentos. A minha mãe tomou um medicamento chamado Dilantin que até hoje ninguém sabe exactamente como funciona e ainda é prescrito. Então, existe esse tipo de duplo padrão com a canábis, que temos que saber tudo sobre ela, novamente com base em toda essa propaganda que não era verdadeira. Acho que já conseguimos identificar que esses compostos são medicinais, são seguros e são eficazes. Não são perfeitos, mas nada é. 

Então o que faz é uma abordagem empírica nos seus pacientes? Se o CBD não funcionar, por exemplo, tenta o CBDA ou o CBG?
Sim. E até, digamos, mesmo que o CBD funcione, mas não dê o tratamento completo que estamos à procura, tentamos outros fitocanabinóides, porque com cada paciente tenho que encontrar a melhor resposta para um composto e às vezes não há resposta, às vezes é uma resposta parcial e às vezes é uma resposta perfeita. E assim descobri que a combinação de canabinóides pode realmente ser excelente para pessoas que têm condições crónicas, especialmente crianças com epilepsia ou autismo, onde uma combinação de CBD e CBG pode estar a funcionar, ou CBD e CBDA, ou CBD e THC, as combinações são infinitas. A dosagem é calculada individualmente, não é uma dose específica. No mundo da medicina convencional diz-se “ok, esta é a dosagem”, mas no mundo da medicina botânica queremos realmente começar com uma dose baixa e aumentar progressivamente. Pode ser entediante, mas tem que se ter paciência para encontrar o que funciona para cada um. Então, é um pouco empírico e é individualizado, ou personalizado, porque apesar de cumprir os mesmos requisitos para uma condição médica ou um diagnóstico, lembre-se que o sistema endocanabinóide está a funcionar a um nível celular, que é muito diferente na forma como cada um de nós metaboliza, absorve ou utiliza os diferentes compostos. E temos que respeitar isso.

Falou sobre fitocanabinóides menores, como o CBG ou CBDA, que ainda não são tão amplamente utilizados. A Bonni diz no seu livro que, durante muitos anos, não se investigou, por causa da proibição. Qual é o estado actual da pesquisa com canábis medicinal? Que evidência já temos, pelo menos para as patologias pediátricas?
Bem, o estado da pesquisa é muito triste. Claro, há questões de financiamento e dificuldade em encontrar médicos interessados ​​em fazer essa pesquisa, mas, felizmente, ainda há alguns investigadores pelo mundo. Essa é a boa notícia, novamente, mas certamente estamos atrasados, com todos os anos que perdemos. Penso mais no cancro ou em distúrbios neurodegenerativos. Para o autismo já temos uma base de conhecimento decente, pois há evidências de disfunção endocanabinóide e há evidência de uma resposta. Mas não se pode olhar 20 anos para trás no que respeita a autismo e canábis, isso não existe. Para a epilepsia, não há dúvida de que o CBD é considerado um tratamento, mas vai levar anos e anos para sabermos tudo, e novamente, medicina botânica, componentes ainda naquele estado natural da planta inteira, é muito difícil de estudar, porque é complicado saber que componente está a fazer o quê. Isso de facto não se encaixa no modelo farmacêutico, que é “temos uma substância, uma estrutura química que vamos estudar”. É muito difícil estudar medicina botânica da mesma forma. 

Como é que aconselha os seus pacientes a tomar o CBD? Muitos tomam CBD durante duas ou três semanas e, como às vezes não vêem resultados, dizem que não funciona, mas na verdade não é bem assim, certo? É preciso atingir uma certa dosagem.
Isso mesmo. Dosagem, dosagem, dosagem! O que sabemos sobre o CBD para epilepsia ou autismo é que haverá pacientes que responderão no extremo mais baixo da dosagem e haverá pacientes que exigirão o extremo mais alto. Como é que você sabe onde está? Começa com uma dose baixa e aumenta progressivamente. Em geral, para a epilepsia pediátrica, começamos com cerca de um miligrama (mg) de CBD por quilo (kg) por dia, dividido em duas doses. Então, pegando no peso do paciente, multiplica-se 1mg por cada kg e acabamos com um valor por dia. Por exemplo, uma criança de 25 kg vai começar com 25 x 1mg por dia, o que equivale a 25mg por dia, divididos em duas tomas, uma de manhã e outra ao fim do dia. Fazemos isso durante duas semanas e depois aumentamos para 2mg por kg por dia, e depois 3mg por kg por dia e por aí fora, durante pelo menos 10 semanas ou até se sentirem melhorias ou se encontrar a dose ideal. Eu sei que é entediante, mas é assim que funciona. Para a epilepsia encontrei, com a medicina botânica, a faixa de dosagem que é eficaz, algo entre 5 e 25mg por kg por dia. Isso é o que chamamos de espectro terapêutico amplo e, novamente, haverá crianças numa extremidade e haverá crianças na outra extremidade. Então, a dosagem é importante. Não sei quantas pessoas vieram ao meu escritório e disseram: “Ah, já tentámos o CBD. Não funciona”. E então eu calculo e elas só tomaram 2mg por kg por dia. Isso nem sequer está no extremo inferior do espectro terapêutico, quer dizer que nem chegaram a entrar no CBD.

Terá também a ver com a concentração do óleo?
Claro! O que temos de perceber é que tudo depende do óleo que se está a utilizar. Se estivermos a usar um óleo que não é muito concentrado, como apenas 5%, ou seja, se ele não tiver muitos miligramas por mililitro, então não dá para fazer a dosificação, porque uma criança não pode beber um frasco inteiro de óleo. Há uma empresa que recentemente lançou um óleo novo, com 500mg em cada frasco. Se a sua dose diária for de 250 miligramas, o que não é incomum para uma criança com epilepsia, estão apenas duas doses nesse frasco! Esse não é o produto adequado. Existem outros, que têm 3.000mg ou 5.000mg no frasco. Portanto, essa ampla gama de dosagem é muito importante. Outra coisa importante a mencionar, as interacções medicamentosas. Sabemos que o Clobazam é ​​uma das drogas com as quais se deve ter cuidado. Não é que seja perigoso, mas pode causar muita sedação e também o Depakine ou Ácido Valpróico, tem que se ter algum cuidado, porque esses medicamentos podem ter uma interacção com o fígado, por isso é importante acompanhar com exames de sangue que analisem a função hepática. Mas fora isso, em geral, é bastante seguro. Agora, eu recomendo que haja alguma supervisão médica quando se estiver a fazer isto, especialmente com crianças que têm condições crónicas, só porque a supervisão é boa, para que não se tenha tanto medo. E, novamente, não é que faça mal, mas sabemos que é difícil, porque não há muitos profissionais a fazer isso.

Também mencionou que para uma correcta dosificação não se devem usar os conta-gotas, mas antes uma seringa de 1ml, por exemplo.
Isso é verdade. Os conta-gotas são diferentes, uns são pequenos, outros são grandes, então não dão uma dosagem precisa. Também é fundamental adquirir um bom produto — e o que é quero dizer com isso? Um produto estável ao longo dos meses, confiável e testado regularmente. Ter um certificado de análise é muito importante. Dito isto, recomendo usar uma seringa de 1ml ou uma seringa de 3ml para volumes maiores, para ter certeza de que a dose é exacta. A razão pela qual dizemos mg por kg por dia é porque você quer ter certeza que o seu filho não supera a dose e, lembre-se, porque as crianças estão a crescer. A criança pode ganhar 5 ou 10 quilos e depois começar a ter convulsões. Então, é sempre bom saber quantos mg por kg por dia para que, caso ganhe peso, você possa recalcular a dose, para compensar esse aumento de peso. Mas o CBD é um medicamento benigno, muito seguro, especialmente sob supervisão médica e principalmente numa criança em que já se experimentaram duas ou três drogas diferentes. É hora de experimentar o CBD! Não há razão para que este deva ser o 15º da lista, porque também sabemos que, após os primeiros medicamentos, se você não estiver a obter nenhum benefício, é muito pouco provável que o venha a ter. E, provavelmente, vai piorar com os efeitos colaterais de longo prazo.

Quais são as principais patologias que trata na sua clínica?
Muitas vezes são as piores das piores, onde já tentaram de tudo, incluindo cirurgia no cérebro. Epilepsia, autismo, muitas vezes diagnóstico duplo, onde há sobreposição das duas, pacientes com distúrbios gastrointestinais, como doença de Crohn, colite ulcerosa, ansiedade, depressão, personalidade borderline, especialmente em adolescentes. Além disso, o cancro pediátrico. Muitos dos cancros que vejo são aqueles em que o paciente não tem um caminho claro para a remissão. 

Também prescreve THC a crianças?
Muitos dos meus pacientes pediátricos usam THC. É muito importante entender a ciência e não voltar à propaganda de que o THC está a danificar o seu cérebro. Temos um componente no nosso corpo, chamado anandamida, que faz parte do nosso sistema endocanabinóide e que é produzido sob demanda, quando precisamos dele. Isso acontece quando estamos desequilibrados em algum lugar, seja no nosso sistema imunológico ou nas mensagens químicas que estão a ser enviadas para o nosso cérebro, para a ansiedade, dor ou náusea. A anandamida é libertada, o corpo reconhece o stress fisiológico e vai manter essa homeostase, esse equilíbrio. Esse é o trabalho do sistema endocanabinóide. O que imita a anandamida é o THC e sabemos disso através da investigação do Prof. Mechoulam. Há estudos que relatam que as crianças com autismo podem ter uma deficiência em anandamida e por isso sabemos que está a faltar uma substância química necessária para manter a homeostase fisiológica, ou seja, todos os equilíbrios químicos no seu corpo que queremos manter uniformemente. Não é à toa que os autistas têm um comportamento auto-mutilante, não é à toa que são agressivos ou não conseguem dormir, ou choram ou gritam o dia todo de dor. Estão em desequilíbrio! E drogá-los com produtos farmacêuticos não resolve essa causa subjacente. Então, como corrigimos isso? Bem, podemos usar o CBD, porque o CBD irá interagir, mas para muitos deles, quando se dá uma dose não prejudicial de THC, ele fornece-lhes aquele aumento do sistema endocanabinóide, como se fosse um tratamento de substituição de anandamida, para ajudar a restabelecer o equilíbrio. Essa ideia de que o THC é mau para o cérebro em desenvolvimento é apenas um absurdo. Se o cérebro não tem quaisquer problemas, ok, concordo, não lhe dê THC! (risos) Mas quando há um desequilíbrio claro, especialmente numa condição em que temos evidências de deficiência de anandamida ou disfunção endocanabinóide, é claro que você gostaria de incluir o THC, porque o CBD não faz a mesma coisa.

A Bonni também trabalha muito em conjunto com os pais para acompanhar os seus pacientes?
Quando é um paciente novo passamos cerca de uma hora, hora e meia, juntos. Dou-lhes o meu e-mail e digo: “Coloque-me no seu calendário para um check-in uma vez por semana ou uma vez a cada duas semanas, dizendo o que a criança está a tomar e o que observa”. Esta é uma informação inestimável, porque em primeiro lugar, eu não gosto de colocar uma criança a fazer um medicamento e dizer “Vejo-o daqui a três meses”. Isso é um completo desperdício quando se está a falar sobre canábis, porque começamos com uma dose baixa, temos que dosificar. Eu nunca deixaria uma criança numa dose baixa por três meses. Que desperdício de dinheiro em óleo, certo? Por isso digo a todas as famílias: “Se entrar em contacto comigo a cada semana ou duas semanas, chegaremos a algum lugar. Como é que você sabe que é uma boa dose? A única maneira de saber é chegar a essa dose e às vezes você tem que deixar passar e depois voltar. “Oh, oops, ele agora está com tanto sono”. “Ok, volte. Se calhar foi 1ml a mais, ok, então agora estamos aqui nesta dose.” É importante lembrar que os medicamentos botânicos não são duros nem pesados. Eles levam-no na direção certa ao longo do tempo. E geralmente, após dois ou três meses, você começa a realmente ver benefícios. E é interessante também que vários estudos agora mostram que quanto mais tempo você tomar canábis, melhores serão os resultados, o que é realmente fascinante. Então, desistir cedo não é uma boa ideia. Eu entendo que se pode ficar frustrado, especialmente quando se está a pagar do próprio bolso, mas tem que se dar tempo. Estamos a falar de plantas! E temos que dar às plantas a oportunidade de mudar a química.

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