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Cânhamo

Natura Matéria recupera moinho com betão de cânhamo em Guimarães

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Um antigo moinho medieval, provavelmente anterior ao século XIV, acaba de ser reconstruído com cânhamo industrial pela Natura Matéria para o mercado do Alojamento Local, em Guimarães. O uso de betão leve de cânhamo industrial, seleccionado pelo excelente conforto térmico e acústico, tem uma forte presença na casa, mantendo-se à vista em algumas paredes e no revestimento do tecto. O velho moinho transformou-se num alojamento local de arquitectura exuberante e estilo vintage, adaptada aos dias de hoje e respeitando os princípios da sustentabilidade.

O moinho, cuja habitação no piso superior foi construída em 1928, foi reconstruído ao longo do ano passado pela Natura Matéria, uma spinoff da Universidade do Minho que se dedica a estimular uma cultura de inovação na arquitetura moderna, recorrendo a materiais naturais ou reciclados, de baixo impacto ambiental. Ao Cannareporter, César Cardoso, responsável da empresa, disse que o conceito do projecto foi “manter um compromisso entre o antigo e o contemporâneo, tanto nas técnicas de construção como nos detalhes de arquitectura”.

A opção pelo uso de materiais naturais e tecnologias de construção baseadas nas técnicas tradicionais tiveram influência na própria arquitectura do edifício, tendo sido considerados desde o início. “Deste modo, foi possível construir com paredes de espessura reduzida, mas mantendo um bom desempenho. A estrutura de madeira e tabique continuam presentes, mas de uma forma mais contemporânea. O uso de betão leve de cânhamo industrial, selecionado pelo excelente conforto térmico e acústico que proporciona, tem uma forte presença na casa, mantendo-se à vista em algumas paredes e no revestimento do tecto”, afirma César Cardoso.

“House Natura – Moinho d’água” disponível no alojamento local 

A casa / moinho tornou-se num espaço luxuoso, onde os hóspedes poderão descansar e desfrutar do som da água envolvente, sendo, de acordo com César Cardoso, uma excelente oportunidade para um “Detox Digital”. “Aqui é possível desligar-se dos ecrãs e desfrutar deste espaço na companhia de quem mais gosta, num convívio directo. Uma oportunidade incrível para os hóspedes se conhecerem ainda melhor”.

Propositadamente, o moinho também não tem TV, “mas podem desfrutar de actividades lúdicas sugeridas. Há acesso à Internet, mas a ideia é ser apenas para situações realmente importantes, como o trabalho. O moinho também é um espaço óptimo para actividades criativas e tem uma acústica digna de um estúdio de música”, salienta o engenheiro. A casa inclui ainda uma varanda sobre o rio, jardim com canais de água e acesso a uma pequena praia fluvial. O moinho encontra-se junto à Ponte Medieval do Rio Selho, em Guimarães, apenas a 2,2 km do centro histórico da cidade, que é Património Mundial da Humanidade.

Muito em breve, a zona terá acesso a um percurso pedonal e ciclável de 22 quilómetros em toda a extensão do rio Selho, que atravessa o concelho de Guimarães e faz ainda a ligação à Ecovia do Ave.

Características e desempenho da habitação

De acordo com o engenheiro César Cardoso, o espaço não tem necessidade de arrefecimento no Verão e pouca necessidade de aquecimento no inverno, mesmo com paredes de reduzidas espessuras, dispondo apenas de uma pequena salamandra de 5,5 kW para os cerca de 35 m2 de área útil. 

“As paredes exteriores em betão de cânhamo garantem um valor de coeficente de transmissão térmica inferior a 0,4 W/m2ºC, cumprindo os requisitos regulamentares térmicos para a região, um atraso térmico de 8,5 h, uma capacidade de acumulação térmica do espaço interno de 10.7 Wh/m2ºC, sendo esta última a quantidade de energia que consegue acumular por m2 para uma subida de tempratura de 1 ºC. Significa isso que o betão de cânhamo tem uma boa inércia térmica, ao contrário do que se possa pensar”.

Quanto à insonorizarão, Cardoso afirma que o cânhamo tem propriedades únicas. “A acústica é de facto digna de um estúdio de música! O tempo de reverberação T (s) medido no quarto, não mobilado, com superfície em betão de cânhamo aparente em tectos e paredes em 40% da área total, entre as bandas de 400 Hz e 1250 Hz é de 0.28 s, medido com um decaimento do nível sonoro de 20 dB (T20). Este parâmetro, embora não seja uma exigência em espaços de habitação, é revelador do excelente comportamento do cânhamo, quando deixado sem revestimento. Para melhor comparação, um estacionamento pode ter 3 s, um corredor 2 s, uma sala de reunião 0.5-1 s, estúdio de gravação 0.3 s.”, refere.

Em termos de isolamento acústico a fachada obteve uma exelente performance, considerando uma espessura total de cerca de 19 cm, tendo registado 37 dB no índice de isolamento aos sons de condução aérea normalizado no local, com 18% de área envidraçada (33 dB é o mínimo regulamentar exigido).

O moinho está agora disponível para aluguer de curta duração na plataforma Airbnb, para quem quiser descobrir esta reconstrução com cânhamo e usufruir de uns dias diferentes e mais ecológicos.

 

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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]

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Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, Laura Ramos tem uma pós-graduação em Fotografia e é Jornalista desde 1998. Foi correspondente do Jornal de Notícias em Roma, Itália, e Assessora de Imprensa no Gabinete da Ministra da Educação. Tem uma certificação internacional em Permacultura (PDC) e criou o arquivo fotográfico de street-art “O que diz Lisboa?” @saywhatlisbon. Laura é actualmente Editora do CannaReporter e da CannaZine, além de fundadora e directora de programa da PTMC - Portugal Medical Cannabis. Realizou o documentário “Pacientes” e integrou o steering group da primeira Pós-Graduação em GxP’s para Canábis Medicinal em Portugal, em parceria com o Laboratório Militar e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

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