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Saúde

Canabinóides menores: uma nova esperança para doenças dermatológicas

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Uma revisão de estudos inovadora está a lançar luz sobre o potencial terapêutico dos canabinóides derivados do cânhamo e da canábis menos conhecidos, como o THCV, CBDV, CBC, CBM e CBN. De acordo com uma revisão de literatura publicada na revista “Molecules”, os canabinóides menores oferecem perspectivas interessantes para o tratamento de doenças dermatológicas. Estes compostos poderão ser a chave para aliviar os sintomas de patologias como a psoríase, a dermatite, o eczema ou o acne, que podem ter um enorme impacto na qualidade de vida dos doentes que delas padecem.

A revisão, conduzida pelas investigadoras polacas Emilia Kwiecień e Dorota Kowalczuk, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lublin, na Polónia, e põe em evidência o potencial destes canabinóides menos conhecidos para revolucionar as terapias dermatológicas.

As investigadoras identificaram uma miríade de canabinóides menores, incluindo o CBDV (Cannabidivarin), CBDP (Cannabidiforol), CBC (Cannabicromene), THCV (Tetrahidrocanabivarin), CBGA (ácido cannabigerólico), CBG (Cannabigerol) e CBN (cannabinol). As adicções recentes a esta lista incluem o CBM (Cannabimovone) e o CBE (Cannabielsoíne).

Através de um exame meticuloso da literatura científica existente, Kwiecień e Kowalczuk desenterraram um tesouro de evidências. Estes canabinóides menores exibem uma vasta gama de actividades farmacológicas, incluindo propriedades anti-inflamatórias, analgésicas, antimicrobianas e anti-prurido. Numerosos estudos sublinharam a sua eficácia no alívio dos sintomas associados a doenças da pele como a psoríase, o eczema, o acne e o prurido.

Tratamentos personalizados com canabinóides menores
Certos canabinóides menores demonstraram uma afinidade notável com doenças dermatológicas específicas. Por exemplo, o CBDV (Cannabidivarin), conhecido pelas suas propriedades anti-inflamatórias, surge como uma solução potencial para tratar a comichão e o inchaço na dermatite atópica (DA). Além disso, as propriedades anti-inflamatórias e anti-oxidantes deste canabinóide sugerem um efeito curativo nas lesões provocadas pelo acne.

Também o CBM (Cannabimovone) e o CBE (Cannabielsoin, um metabolito do CBD), recentemente descobertos, possuem potencial anti-inflamatório. Estes compostos prometem abrir novos horizontes na investigação científica para várias doenças, que muitas vezes são incapacitantes para quem delas padece. Da mesma forma, o CBC (Cannabichromene), com os seus efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes, pode revelar-se inestimável no tratamento do acne, da psoríase e até da doença de Alzheimer.

THCV: o trunfo na manga para o acne

O canabinóide menor THCV (Δ9-Tetrahydrocannabivarin) surge como um farol de esperança na batalha contra o acne. O seu potencial para regular a produção de sebo, combinado com as suas propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas, posiciona-o como um formidável concorrente na luta contra o desenvolvimento de borbulhas provocadas pelo acne.

Acredita-se que os efeitos benéficos dos canabinóides menores na pele resultam da interacção com o sistema endocanabinóide do organismo. Este sistema regulador central desempenha um papel fundamental na manutenção da saúde e da funcionalidade dos organismos. Exerce influência sobre várias funções da pele, incluindo a resposta imunitária, a proliferação celular, a diferenciação e a sobrevivência. Talvez mais notavelmente, possui uma capacidade robusta para suprimir a inflamação da pele. Curiosamente, as aplicações tópicas de canabinóides menores podem alargar os seus benefícios à atenuação dos efeitos do envelhecimento, mas esta possibilidade requer mais investigação.

O caminho a seguir

Embora a descoberta dos benefícios dos canabinóides menores nos cuidados dermatológicos seja promissora, é essencial ter cuidado. É indispensável mais investigação para validar plenamente a sua eficácia e segurança. É necessário também enfrentar numerosos desafios, incluindo o seu impacto no sistema nervoso, a qualidade e a regulamentação dos produtos, bem como considerações éticas e jurídicas complexas. Assim, torna-se imperativo adoptar uma abordagem equilibrada, que maximize os benefícios e minimize os potenciais riscos para a saúde e para a sociedade.

Em conclusão, os dados reveladores do estudo abrem caminhos interessantes para a integração de canabinóides menores em tratamentos dermatológicos. Com uma investigação rigorosa e uma abordagem cautelosa, poderá, então, aproveitar-se todo o seu potencial, oferecendo esperança e alívio a inúmeras pessoas que se debatem diariamente com problemas dermatológicos.

 

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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]

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