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Andrew Wilson: “Amamos Portugal e o Infarmed é uma das entidades reguladoras mais avançadas e com visão de futuro do mundo”

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Andrew Wilson, CEO da GrowerIQ. Foto: D.R.

Andrew Wilson, fundador e CEO da GrowerIQ, uma plataforma de gestão e software de cultivo de canábis para produtores de alta qualidade, anunciou hoje que a sua empresa recebeu 1 milhão de dólares canadianos de financiamento do governo do Canadá. Desde a fundação do negócio, a plataforma GrowerIQ já foi adoptada por empresas em cerca de 15 países, com mais clientes a chegarem online “todos os dias”. De acordo com o CEO, os produtores de canábis usam a sua plataforma “para gerir milhões de plantas, produzindo centenas de milhões de gramas”. 

[Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original.]

Antes de trabalhar na GrowerIQ, Andrew desenvolveu software empresarial personalizado no Wilcompute Systems Group, uma consultora tecnológica. Trabalhou em sectores tão diversos como a engenharia aeroespacial, os mercados online e clientes educacionais privados e especializou-se em consultoria de processos de negócios e no uso de tecnologia para aumentar a eficiência e a lucratividade das empresas.

Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Toronto e com especialização em espanhol e árabe, Wilson fez um MBA em Negócios Internacionais e Estratégia Corporativa na Universidade de York, com foco regional na América Latina. Depois da especialização, desenvolveu alguns projectos no México e em Espanha.

“Adoro viajar, escalar montanhas e registei aproximadamente 50 mergulhos. Trabalhar com a equipa da GrowerIQ para construir uma plataforma líder de cultivo de canábis tem sido um dos melhores desafios da minha vida”, refere, na biografia publicada na página da sua empresa.

Falámos com Andrew Wilson para conhecer melhor o seu trabalho e saber como enveredou na área da canábis.

Há quantos anos trabalha com a Grower IQ a desenvolver soluções para o mercado de canábis e por que se envolveu neste sector?
Começámos com a origem da indústria canadiana de canábis, a trabalhar em diversas funções. A nossa equipa é composta por pessoas com experiência em tudo, desde o cultivo de canábis até à tecnologia e consultoria. Observando os estágios iniciais do desenvolvimento da indústria jurídica no Canadá, percebemos que havia uma clara falta de tecnologia disponível para os produtores. Vimos a oportunidade de ser a primeira e, até onde sabemos, ainda a única plataforma de gestão de canábis desenhada por um master grower. Esse é um diferencial importante e o que torna a GrowerIQ tão intuitiva, em comparação com outras plataformas que não foram projectadas para canábis.

Como é que conseguiu este financiamento do governo canadiano?
O Governo viu que tínhamos força no nosso espaço em 15 países – incluindo aquele acordo exclusivo com Barbados que o Cannareporter relatou anteriormente – e quis apoiar-nos nos nossos esforços. O objectivo do programa é apoiar empresas locais e ajudá-las a tornarem-se líderes no seu espaço. Estamos muito entusiasmados por terem decidido apoiar-nos e pelo que isso pode fazer para ajudar a impulsionar a nossa indústria de canábis.

Quais têm sido os maiores desafios da Grower IQ na indústria da canábis?
O maior desafio tem sido acompanhar a rapidez com que a indústria se move. Como sabe, as coisas mudam de jurisdição para jurisdição e novos produtos e metodologias inovadoras são regularmente adoptados. A nossa incrível equipa de engenheiros descobriu a melhor maneira de garantir que possamos manter-nos actualizados e ainda atender a todos os 15 mercados com relatórios regulamentares locais. Como resultado, temos um novo lançamento de software a cada poucas semanas.

O que sabe sobre Portugal e como vê o mercado português de canábis?
Estamos no mercado português desde o início, trabalhando com startups e líderes no espaço canábico no país. Realmente, todos os tamanhos de empresa. Uma das razões pelas quais conseguimos apoiar tantos clientes é que a nossa plataforma está em português, a nossa equipa de apoio ao cliente fala português, todos os nossos materiais de apoio estão em português e, de facto, a nossa plataforma automatiza os relatórios regulamentares do Infarmed com um clique. Amamos Portugal e o Infarmed é uma das entidades reguladoras mais avançadas e com visão de futuro do mundo. Não dizemos isso levianamente.

Que planos tem para o futuro da Grower IQ, nomeadamente na Europa?
Planeamos continuar a nossa missão de servir os produtores de toda a Europa e dedicar todas as nossas energias à resolução de desafios que lhes tomam muito tempo. Se forem bem sucedidos na sua missão de trazer alternativas medicinais naturais à base de plantas para o mercado e ajudar as pessoas, então consideramos isso um sucesso para nós também.

 

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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]

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Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, Laura Ramos tem uma pós-graduação em Fotografia e é Jornalista desde 1998. Foi correspondente do Jornal de Notícias em Roma, Itália, e Assessora de Imprensa no Gabinete da Ministra da Educação. Tem uma certificação internacional em Permacultura (PDC) e criou o arquivo fotográfico de street-art “O que diz Lisboa?” @saywhatlisbon. Laura é actualmente Editora do CannaReporter e da CannaZine, além de fundadora e directora de programa da PTMC - Portugal Medical Cannabis. Realizou o documentário “Pacientes” e integrou o steering group da primeira Pós-Graduação em GxP’s para Canábis Medicinal em Portugal, em parceria com o Laboratório Militar e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

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Veja o Documentário "Pacientes"

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