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Akanda assina carta de intenção para vender RPK Biopharma à Somaí. “Será uma das poucas empresas verticais de canábis da UE”, diz Michael Sassano

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A Akanda Corporation, uma empresa internacional de canábis medicinal cotada na Nasdaq (AKAN) e que detém a empresa portuguesa Holigen, anunciou esta semana a assinatura de uma carta de intenção não vinculativa (LOI) com a Somaí Pharmaceuticals, para a venda da sua subsidiária RPK Biopharma, com sede em Sintra. Recorde-se que a Akanda adquiriu a portuguesa Holigen à Flowr Corporation por 26 milhões de euros em Abril de 2021, conseguindo, assim, a certificação GMP na União Europeia.

De acordo com as disposições estabelecidas pelas empresas, a duração da LOI foi prorrogada até 31 de Março de 2024. Michael Sassano, CEO da Somaí, confirmou ao CannaReporter que o valor pago será de 2 milhões de dólares (1.84 milhões de euros), com a assunção do passivo financeiro de aproximadamente 4 milhões de dívidas da RPK Biopharma. “Isto inclui todas as participações imobiliárias e licenciamento para o cultivo de canábis em dois locais distintos”, ou seja, as instalações em Sintra, onde se situa o cultivo indoor, e o terreno estufas e outdoor em Aljustrel, no concelho de Beja. “Ambas as licenças crescem”, garante Sassano.

A Somaí também pretende dar continuidade à parceria com a Cookies, anunciada em Setembro de 2022 pela Akanda. “Queremos adquirir também os direitos de licenciamento da Cookies para as flores que entrarão na Alemanha e no Reino Unido no segundo trimestre deste ano”, declarou Sassano ao CannaReporter.

O resultado final desta operação será “uma das poucas empresas verticais de canábis da UE, com capacidade de cultivo interno e em estufa, os produtos de fabrico mais avançado em todos os mercados globais, bem como distribuição na Austrália e na Alemanha, os mercados globais número um e dois, bem como canais de vendas no Reino Unido e na Polónia”. Além disso, Sassano diz que “à medida que os países mais novos mostram mais progressos, levaremos a mais ampla gama de produtos para estes mercados emergentes”.

Michael Sassano, CEO da Somaí Pharmaceuticals. Foto: Laura Ramos | CannaReporter

De acordo com o CEO da Somaí, “uma grande diferença será a nossa lucratividade, já que o cultivo interno é um gasto muito administrável, em comparação com outros sectores verticais, que têm cultivos massivos que são basicamente ídolos majoritários e que custam muito para manter”. Sassano garante ainda que “100% do que produzirmos estará esgotado, pois será flor de interior não irradiada da mais alta qualidade com a marca Cookies. Esta é uma diferenciação muito importante”, afirma.

A Somaí detém os direitos globais dos vaporizadores e gomas Airpro, que também é líder nos EUA. “A combinação das principais flores dos EUA, da Cookies, e os vaporizadores fabricados pela Airopro, é uma fusão poderosa para os mercados da UE, já que as maiores marcas norte-americanas estão a passar pela Somaí para trazer os melhores produtos desenvolvidos por mais de uma década para os pacientes”, refere Sassano.

Em alinhamento com os termos da transacção proposta, um depósito no valor de quinhentos mil dólares (459.5 mil euros) será colocado de forma segura numa conta de garantia, sendo o restante do valor devido após a conclusão bem-sucedida da transacção. Os termos precisos da proposta serão negociados e dispostos num acordo definitivo. O fecho da transacção estará sujeito à devida diligência habitual, representações e garantias, acordos, indemnizações e condições de fecho. Segundo o comunicado da Akanda, não pode haver garantia de que a transacção proposta será consumada ou de acordo com os termos e condições actualmente descritos na LOI.

O comunicado de Imprensa alerta, no entanto, que “o anúncio desta LOI não constitui uma oferta de venda ou solicitação de oferta de compra de valores mobiliários da Akanda, nem deverá haver qualquer venda de tais valores mobiliários em qualquer estado ou outra jurisdição em que tal oferta, solicitação ou venda seja ilegal antes de o registo ou qualificação sob as leis de valores mobiliários de qualquer estado ou outra jurisdição. Quaisquer ofertas, solicitações ou ofertas de compra ou venda de valores mobiliários serão feitas de acordo com os requisitos de registo do Securities Act de 1933, conforme alterado”.
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]

 

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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]

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Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, Laura Ramos é Jornalista desde 1998, tendo desempenhado funções de redactora e repórter em vários meios de comunicação (RTP, Euronotícias, BiT, A Capital, Sábado, JN). Foi correspondente do Jornal de Notícias em Roma, Itália, em 2004/2005, altura em que fez uma pós-graduação em Fotografia Profissional no Istituto Europeo di Design de Roma. De 2006 a 2009 foi Assessora de Imprensa no Gabinete da Ministra da Educação e criou o arquivo fotográfico de street-art “O que diz Lisboa?”. Co-fundadora do jornal A Folha — Cultura Canábica para Adultos (2008) e da CannaPress (2017), Laura Ramos é actualmente Editora do CannaReporter e da Cannadouro Magazine, tendo realizado o documentário “Pacientes”, sobre os utilizadores de canábis medicinal em Portugal. Fundadora e directora de programa das conferências internacionais de cannabis medicinal PTMC - Portugal Medical Cannabis (2018), Laura integrou ainda a equipa de organização da primeira Pós-Graduação em GMP’s para Canábis Medicinal (2019), em parceria com o Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

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