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“Vovó Ganza” em cena de 19 a 22 de Outubro no Teatro Turim

A Companhia VIDAS de A a Z  estreia dia 19 de Outubro a peça “Vovó Ganza”, uma comédia “de faca e alguidar”, no Teatro Turim, em Benfica. Os bilhetes custam 7,5€, com desconto para sócios da Cannativa, estudantes e terceira idade (5 euros). Para ver até sábado, dia 21, às 21h30 ou domingo, dia 22, às […]

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A Companhia VIDAS de A a Z  estreia dia 19 de Outubro a peça “Vovó Ganza”, uma comédia “de faca e alguidar”, no Teatro Turim, em Benfica. Os bilhetes custam 7,5€, com desconto para sócios da Cannativa, estudantes e terceira idade (5 euros). Para ver até sábado, dia 21, às 21h30 ou domingo, dia 22, às 17h.

“Num bairro muito pouco popular instala-se um 31: a polícia investiga um caso de tráfico. Quando o aparente inofensivo vizinho do 4º andar é preso por posse de droga, todo o bairro fica alerta e o prédio sob escuta. É aí que a porca torce o rabo! Adelaide de Jesus é a idosa simpática do rés-do-chão, que vive à míngua com a sua filha Hortência, uma encalhada que nunca juntou os trapinhos e desandou. Hortência esconde uma atração por Brocas, o afilhado problemático, que está de olho na miúda do amigo. Mas ainda a procissão vai no adro! Em apenas dois meses Lailai, mais conhecida por Vovó Ganza, vê o marido partir para terra da verdade, a sua casa ser penhorada e a filha perder o emprego, vendo-se obrigada a arregaçar as mangas antes que estale o verniz. Para mal dos seus pecados, inicia um negócio de família muito pouco convencional que chama a atenção de Antonieta, a coscuvilheira, o que a leva a ser eleita a principal dealer do bairro! Vovó Ganza é inocente e o resto são cantigas…”

Esta é a sinopse da peça encenada por Mónica Gomes, que revelou à Cannapress que a ideia de escrever “Vovó Ganza” surgiu após as muitas histórias e peripécias que uma amiga actriz lhe contava sobre a sua avó. “Eram sempre coisas muito caricatas e um dia, na brincadeira, dissemos que ainda íamos fazer um espectáculo sobre a Lailai, que era a alcunha da avó, que não tinha ligação nenhuma a tráfico de droga, mas nós imaginámos uma idosa excêntrica”, conta a encenadora.

Os diálogos foram surgindo e Mónica escreveu o enredo em conjunto com a irmã, Sílvia Raposo. “Tentámos retratar a realidade de muitos idosos em Portugal, que vivem em situações precárias com muitas dificuldades financeiras, mas há pessoas, mulheres principalmente, em bairros populares com uma energia, um bom humor e uma dureza no bom sentido, apesar de todas as contrariedades nas suas vidas. Esta família Jesus Pimpão pode parecer uma construção cénica caricata, mas nós encontramos mesmo estas vivências em determinados bairros, com as chinelas à porta e o vizinho no quintal”, continua Mónica Gomes.
Questionada por sobre a legalização da canábis, Mónica Gomes disse à Cannapress, por e-mail, que esta é uma questão controversa: “
A questão da legalização da canábis é uma questão controversa para nós, não creio que disponhamos da informação necessária para nos posicionarmos contra ou a favor enquanto entidade cultural. O espectáculo traz o assunto para a discussão pública e esse é o interesse real, porque creio que não é só dizermos que somos contra ou a favor, mas sim percebermos quais as vantagens e desvantagens da legalização da canábis e esse é um assunto controverso que é preciso ser debatido, embora não possa ser esquecido que, se não estou em erro, no ano 2000, Portugal descriminalizou a canábis. Portanto aqui se calhar é necessário dar formação aos profissionais da polícia quanto às alterações a este respeito para que a legislação seja respeitada, mas isso não tem a ver com a legalização, mas com responsabilidade social e política. A título pessoal poderia dizer que sou a favor da legalização da canábis para uso medicinal, porque já conheci pessoas que consumiam quando tinham dores e exclusivamente com fins terapêuticos, mas essa legalização, no sentido em que é legal o tabaco ou o álcool, levanta imensas questões controversas também, porque todos sabemos que não é só legislar sobre, o sistema depois muitas vezes dá origem a monstros que não foram previstos nem intencionados. Tenho também muitas dúvidas reais quanto à legalização para uso recreativo, tenho dúvidas que por isso se deixe de vender material de má qualidade, tenho muitas dúvidas e poucas respostas e, como referi, é uma questão traumática para mim a quantidade de jovens com dependências, que já conheci e que as reconhecem sem encontrar uma saída, as quais têm um impacto negativo nas suas vidas tanto para o desenvolvimento pessoal como social. Portanto, é de facto uma questão muito controversa e não sinto que tenha informação científica, mas também a nível de impacto social, suficiente para me posicionar contra ou a favor”.

Fundada em Janeiro de 2014, a companhia VIDAS DE A a Z leva a cena textos originais em língua portuguesa e é dirigido pelas irmãs Mónica Gomes e Sílvia Raposo, com apoio à produção de Helena Raposo. As criações unem e procuram comunicar diferentes linguagens, culturas, ambientes e vidas, apelando a uma fusão entre o erudito e o popular, o moderno e o tradicional.

Ficha artística
TEXTO
Sílvia Raposo
Mónica Gomes
ENCENAÇÃO
Mónica Gomes
ELENCO
Mónica Gomes, Margarida Camacho, Afonso Martins, Sílvia Raposo, Anabela Pires e Liane Bravo

TEATRO TURIM:
Estrada de Benfica, 723A
1500-088 Lisboa
(Em frente à Igreja de Benfica)

INFORMAÇÕES
214 025 410
geral@teatroturim.com

BILHETEIRA
217 606 666
reservas@teatroturim.com

 

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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]

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Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, Laura Ramos tem uma pós-graduação em Fotografia e é Jornalista desde 1998. Foi correspondente do Jornal de Notícias em Roma, Itália, e Assessora de Imprensa no Gabinete da Ministra da Educação. Tem uma certificação internacional em Permacultura (PDC) e criou o arquivo fotográfico de street-art “O que diz Lisboa?” @saywhatlisbon. Laura é actualmente Editora do CannaReporter e da CannaZine, além de fundadora e directora de programa da PTMC - Portugal Medical Cannabis. Realizou o documentário “Pacientes” e integrou o steering group da primeira Pós-Graduação em GxP’s para Canábis Medicinal em Portugal, em parceria com o Laboratório Militar e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

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