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Presença da CannTrust na Bolsa de Toronto em risco

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A CannTrust Holdings Inc. anunciou que a Bolsa de Valores de Toronto (TSX) prorrogou o prazo para proceder à divulgação de resultados até 25 de Março. A elegibilidade da CannTrust, enquanto companhia listada no índice TSX está também a ser analisada.

A 26 de novembro de 2019, a CannTrust anunciou a intenção da TSX de rever a elegibilidade da CannTrust. A companhia será sujeita a uma avaliação por parte da bolsa de forma a analisar a continuidade das acções ordinárias da Companhia na lista de empresas cotadas, de acordo com a Parte VII do Manual da Empresa da TSX.

A TSX indicou que a revisão resulta de um atraso da Companhia em atender a certos requisitos de divulgação de resultados, nomeadamente, a preparação e o arquivamento das demonstrações financeiras auditadas actualizadas da Companhia para o exercício findo a 31 de dezembro de 2018, bem como as demonstrações financeiras intermediárias corrigidas para os vários trimestres de 2019, juntamente com a discussão e análise da administração relacionada (“MD&A”) para os períodos correspondentes.

A TSX informou ainda que se a Companhia não apresentar os documentos exigidos até 25 de março de 2020, após 30 dias, os valores mobiliários da Companhia serão retirados da bolsa de Toronto.

A CannTrust solicitou que o TSX prorrogasse o prazo para tratar dos padrões contínuos de divulgação da Companhia, porque a administração não acredita conseguir cumprir o prazo de 25 de março para realizar as divulgações exigidas.


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Uruguai bate novo recorde na exportação de flor de cannabis para a Europa

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A empresa Fotmer Life Sciences, sediada no Uruguai, exportou novamente uma grande remessa de cannabis medicinal para Portugal, em Maio – desta vez totalizando quase uma tonelada e meia, segundo os documentos alfandegários uruguaios a que o jornal Marijuana Business Daily teve acesso. O carregamento internacional ocorre cerca de seis meses após o envio anterior para Portugal, igualmente proveniente da Fotmer, de uma tonelada de flor de cannabis com alto teor de THC.

Os carregamentos uruguaios poderiam estimular outros importadores europeus a seguir os mesmos passos, o que sublinharia progressivamente o crescimento da indústria global de cannabis medicinal. Enquanto isso, as duas enormes remessas revelam-se inusitadas pela sua natureza envolta em secretismo – pelo menos no que respeita ao ponto de vista do importador. As empresas de cannabis, em especial as canadianas, costumam orgulhar-se dos envios internacionais, por pequenos que sejam.

Porém, até à data, nenhuma empresa assumiu publicamente quaisquer responsabilidades na importação desses carregamentos do Uruguai para a Europa. Do envio de Maio constavam 1421 quilogramas de flor com alto teor de THC, o que excede o carregamento de uma tonelada exportada pela Fotmer em 2019, presumivelmente o maior alguma vez enviado num carregamento único. O valor alfandegário declarado da última remessa foi de cerca de 2 dólares/grama, incluindo custos, seguro e transporte, segundo os documentos alfandegários do Uruguai, com data de 19 de Maio de 2020.

Uruguai como exportador-chave
Desde Outubro último, as exportações da Fotmer totalizaram cerca de três toneladas de flor de cannabis – posicionando efectivamente a nação sul-americana no pequeno grupo de países exportadores de quantidades significativas de marijuana com alto teor de THC. Comparativamente, crê-se que a Holanda seja o maior exportador mundial de flor de cannabis, de acordo com o recente relatório europeu de cannabis medicinal elaborado pela MJBizDaily, que estima que o país tenha exportado internacionalmente um total de 4,4 toneladas em 2019.

Eis a grande questão: Ao contrário das exportações holandesas, toda a quantidade de flor de cannabis exportada pelo Uruguai não foi processada em instalações certificadas com norma GMP (Boas Práticas de Fabrico) da União Europeia. O Director Executivo da Fotmer, Jordan Lewis, disse à MJBizDaily que a empresa produz em instalações certificadas com a norma GACP (Boas Práticas Agrícolas e de Colheita) e de certificação uruguaia GMP (Boas Práticas de Fabrico) e que a companhia tem o “objectivo a curto-prazo de alcançar a certificação GMP da União Europeia.”

“Como foi demonstrado pela Fotmer, bem como por outras empresas, o caminho para um produto GACP inserido na cadeia de fornecimento EU-GMP é tão viável como rentável,” disse. Lewis acrescentou ainda que não poderia tecer comentários sobre a identidade do comprador europeu. Isto significa que, seja qual for a entidade que está a conduzir as transacções do lado português, esta está efectivamente a abrir caminho para que outras empresas de cannabis medicinal possam exportar para a União Europeia sem primeiro obter a dispendiosa certificação EU-GMP – desde que a cannabis seja cultivada e colhida sob determinados padrões de qualidade e processada numa instalação EU-GMP na Europa antes de ser vendida aos pacientes.

“Não pomos obstáculos à possibilidade de grandes empresas públicas competirem entre si a nível da comercialização através de campanhas de marketing enquanto nós fornecemos soluções de marca própria e contratos de produção a essa miríade de concorrentes,” acrescentou Lewis. Na semana passada, a Tilray obteve a certificação EU-GMP para que as suas instalações portuguesas “possam fabricar extractos de cannabis medicinal internamente.” A Tilray não confirmou nem desmentiu se foi o importador da remessa de Outubro e não respondeu a qualquer outra questão posta pela MJBizDaily sobre a remessa de Maio.

Não sem precedentes
Se a remessa de flor de cannabis exportada do Uruguai sem certificação EU- GMP está a ser usada para fabricar extractos para uso medicinal numa empresa EU-GMP, essa não seria a primeira vez. “A aplicação da norma GACP versus EU-GMP, e em que ponto do processo a GACP transita para a GMP, é um assunto ainda debatido na indústria,” disse à MJBizDaily Karina Lahnakoski, parceira em Gestão de Risco na CCI Deloite, no Canadá. “Uma compreensão cabal da cadeia de fornecimento e dos requisitos jurídicos é imprescindível para aplicar os controlos de qualidade adequados,” acrescentou. O fabricante alemão de fitoterapia Bionorica – que, em 2019, vendeu o seu sector canabinóide à gigante canadiana da cannabis Canopy Growth – começou a fazê-lo já há muitos anos. A matéria-prima exportada da Áustria tem sido usada para produzir dronabinol na Bavária, Alemanha. A flor austríaca não processada é cultivada segundo as directrizes da norma GACP.

Cannabis cultivada na Áustria
É por essa razão que a agência austríaca cultiva cannabis segundo as orientações da GACP. “Toda a nossa matéria-prima é processada pelos nossos clientes,” disse Föger. A maior parte do dronabinol vendido pela Canopy é derivado da planta, tal como foi confirmado via email à MJBizDaily por Christian Goertz, o director de comunicação corporativa da Canopy na Europa. Goertz não comentou se a empresa ainda usa flor de cannabis importada da Áustria com o objectivo de fabricar dronabinol. Apesar de a flor de cannabis cultivada segundo a norma GACP poder ser usada como matéria-prima, toda a flor de cannabis vendida a pacientes em farmacêuticas alemãs, italianas ou holandesas foi até agora produzida em instalações certificadas com a norma EU-GMP. A título de exemplo, os produtores domésticos alemães – que cultivam e colhem mas não fazem extracção – têm obrigatoriamente de estar em conformidade com os requisitos tanto da norma GACP como da GMP, fazendo a distinção entre ambas as áreas de produção. A Holanda exporta a flor para a Alemanha para disponibilização farmacêutica e para produção de dronabinol, mas toda a flor exportada da Holanda é
produzida em instalações EU-GMP.

Alfredo Pascual
alfredop@mjbizdaily.com
_________________________________________________________
Este texto foi publicado originalmente por Alfredo Pascual no MJBizDaily a 3 de Junho de 2020 e traduzido para o CannaReporter por Raquel Ralha.

Imagem de Destaque: Cannabis medicinal produzida pela Fotmer Life Sciences aguarda envio para Portugal no Aeroporto Internacional de Carrasco, no Uruguai (Foto gentilmente cedida pela Fotmer)

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Corporações

Uruguai exporta maior carregamento de sempre de flor de cannabis com alto teor de THC, mas comprador permanece um mistério

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Um carregamento de cannabis medicinal exportada pelo Uruguai para a Europa, no final de 2019, está a levantar polémica acerca da identidade do comprador e do grande volume da carga. Cerca de uma tonelada de flor de cannabis com alto teor de THC foi legalmente exportada do Uruguai para Portugal no final do ano passado, de acordo com os documentos alfandegários uruguaios analisados pelo jornal Marijuana Business Daily. O importador e o destino são desconhecidos.

Como termo de comparação, a Alemanha – o maior importador de flor de cannabis medicinal do mundo – importou uma média de 542 quilogramas por mês, em 2019, para distribuição farmacêutica. O carregamento uruguaio – talvez o maior carregamento internacional de sempre de cannabis medicinal – espelha uma indústria de cannabis medicinal
cada vez mais global, ainda a dar os primeiros passos.

Contudo, o importador, o propósito e o destino final do produto permanecem um enorme segredo.

O documento alfandegário revela que o produtor certificado Fotmer Life Sciences, com sede no Uruguai, exportou a cannabis para Portugal pelo valor de 3,2 milhões de dólares, incluindo custo, seguro e taxas. O importador português não se encontra identificado no documento, datado de 23 de Outubro de 2019. A agência portuguesa reguladora responsável pela autorização de importações (Infarmed) revelou que a informação que o jornal MJBizDaily requereu “não é pública”.

Portugal tem uma moldura reguladora que permite a venda interna de cannabis medicinal. Mas nenhuma empresa portuguesa conseguiu obter a aprovação necessária para iniciar a venda a pacientes em solo nacional. Por essa razão, parece bastante improvável que a flor com alto conteúdo de THC tenha sido enviada para este país europeu no final do ano passado – a menos que tivesse um outro país como destino.

Importador desconhecido
O Director Executivo da Fotmer, Jordan Lewi, admitiu previamente o carregamento de “pouco mais de uma tonelada métrica da flor seca rica em THC para um país da UE”;

Contudo, Vera Tochetti, a Directora de Marketing da empresa, disse à MJBizDaily, em Fevereiro, que a Fotmer não poderia revelar o nome do comprador. O Infarmed, a agência reguladora responsável pela aprovação de importações e exportações de narcóticos, disse igualmente que não iria identificar o comprador: “A informação específica solicitada não é pública, integrando-se no âmbito das actividades das empresas licenciadas”, disse a agência à
MJBizDaily.

Os produtores portugueses de cannabis certificados poderiam ser os presumíveis importadores da planta do Uruguai, uma vez que as suas licenças incluem importação e exportação. Mas o importador poderia ter sido igualmente, por exemplo, um laboratório não ligado à cannabis que necessitasse do produto para efeitos de investigação. Porém, é improvável que tamanha quantidade tenha sido importada com esse propósito. Apenas quatro empresas em Portugal possuíam licença de cannabis na altura em que a importação foi efectuada, segundo a página web do Infarmed. Três das empresas – Emmac Life Sciences, sediada em Londres (através da sua subsidiária Terra Verde), The Flowr Corp., de Toronto (através da sua subsidiária Holigen/RPK Biopharma) e Sabores Púrpura, de Coimbra, Portugal. O produtor canadiano Tilray não confirmou nem desmentiu à MJBizDaily se efectuou ou não a importação: “Por razões comerciais, a Tilray não fornece detalhes sobre quem são os seus fornecedores ou sobre a sua actividade
comercial”, referiu, num email, Sarah Sheppard, a consultora europeia da Tilray.

Destino desconhecido
De momento, os primeiros produtos de cannabis medicinal não começaram ainda a ser comercializados em Portugal, o que sugere que a planta rica em THC poderá ter sido exportada para Portugal, com a finalidade de ser
reexportada para outros países. As únicas empresas que anunciaram publicamente exportações comerciais de
cannabis até ao momento foram: a Tilray para a Canndoc, em Israel – 250 quilogramas em Janeiro de 2020 –
como parte de um acordo de parceria estratégica de 2,5 toneladas métricas.

A Emmac para o Grupo Bazelet, em Israel – 400 quilogramas em Fevereiro de 2020. Antonio Costanzo, Director Executivo da Emmac, disse à MJBizDaily que a empresa “não importou nenhum produto para Portugal” e que a cannabis que exportou para Israel foi “cultivada e colhida na nossa propriedade, Terra Verde”, em Portugal.

O produtor uruguaio Fotmer não tem certificação EU-GMP, segundo a base de dados oficial da EudraGMDP da União Europeia, disponível publicamente, o que poderia limitar a possibilidade de a planta ser vendida sem processamento a pacientes de países como a Alemanha.
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Este texto foi publicado originalmente por Alfredo Pascual no MJBizDaily, a 21 de Maio de 2020, e traduzido para o CannaReporter por Raquel Ralha. Uma actualização com novos dados foi publicada a 3 de Junho.

Imagem de Destaque retirada de um vídeo do website da Canndoc Pharma.

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Ethan Russo preside conselho científico da Endocanna Health

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Ethan Russo, um dos mais conceituados médicos e especialistas mundiais na investigação sobre canábis, foi nomeado presidente do Conselho Científico da Endocanna Health, uma empresa norte-americana de biotecnologia especializada em testes de DNA endocanabinóide e formulações de precisão de canabinóides.

Russo vai liderar o Conselho Científico nas pesquisas clínicas, tanto internamente como com parceiros externos.

“Estamos honrados em ter o Dr. Russo como parte da equipa da EndoCanna, liderando a nossa investigação científica e os nossos ensaios clínicos”, disse Len May, CEO e co-fundador da Endocanna Health à GlobeNewsWire. “Esta é uma contratação crucial para a nossa empresa e para a nossa pesquisa sobre genomas e canabinóides, que permitirá continuar o aperfeiçoamento da nossa correspondência de produtos de compatibilidade endodôntica”.

Ethan Russo, que esteve em Portugal como orador da Lisbon Medical Cannabis, em 2018, é o autor do estudo com canabinóides mais referenciado na PubMed, referente ao efeito “entourage”, e impulsionou a pesquisa sobre canabinóides através dos seus estudos clínicos. Segundo a Endocanna Health, a biografia de Ethan Russo torna-o no complemento ideal para o Conselho Científico da empresa, pois é um neurologista certificado, investigador de psicofarmacologia e ex-consultor médico sénior da GW Pharmaceuticals, onde actuou como consultor para três ensaios clínicos de Fase III do Sativex, uma medicamento à base de extracto completo de canábis, indicado para o alívio dos sintomas da Esclerose Múltipla (EM) e para o tratamento de fortes dores neuropáticas relacionadas com o cancro.

Antes de trabalhar na GW Pharmaceuticals, Russo foi neurologista clínico em Missoula, Montana, por 20 anos, com prática na dor crónica. Em 1995, realizou uma pesquisa etnobotânica sabática de três meses com a tribo Machiguenga no Parque Nacional del Manu, Peru.

“Estou satisfeito por me associar à Endocanna Health e à promessa de que pesquisas futuras trarão luz sobre as relações entre o sistema endocanabinóide e o genoma humano”, disse Ethan Russo. “Este tipo de investigação pretende contribuir para a melhoria da saúde e da qualidade de vida”.

O Conselho de Ciências da Saúde da Endocanna foi criado no início deste ano. Ethan Russo junta-se agora a Christopher Spooner, ND, Michael Tegan, e Len May, CEO da Endocanna Health, principais investigadores no campo dos canabinóides e genómica. Esta equipa procura formalizar o processo que a Endocanna Health utiliza actualmente para verificar a pesquisa de endocanabinóides, canabinóides e genómica para produzir um relatório do consumidor Endo-Descodificado e a respectiva endo-compatibilidade de produtos. O Conselho tem como objectivo examinar profundamente o papel integral da medicina de plantas na terapêutica moderna, no que diz respeito à genómica, avaliando e recomendando pesquisas actuais e futuras em canabinóides e fitomedicamentos que a Endocanna deve envolver, investigando a ligação entre genótipos, canabinóides e endo-compatibilidade personalizada.
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Imagem de Destaque: Renato Velasco // Cannareporter

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Corporações

EMMAC obtém licença para vender canábis na Alemanha

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A EMMAC Life Sciences, detentora da Terra Verde, a primeira empresa autorizada a cultivar canábis em Portugal, obteve licença para comercializar canábis para fins medicinais na Alemanha. O licenciamento foi anunciado no dia 31 de Março em comunicado da empresa, aproximadamente um mês e meio após a exportação de 400 quilos de canábis medicinal para Israel.

A Terra Verde foi a primeira empresa de produção de canábis para fins medicinais a instalar-se em Portugal e está agora activamente a exportar canábis para os mercados germânico e israelita. A informação é confirmada em dois comunicados da EMMAC Life Sciences, publicados em Fevereiro e Abril de 2020, nos quais Portugal é apontado como a fonte de matéria prima.

Cultivo em Portugal, mercado no Estrangeiro

Portugal é um país bastante cobiçado a nível internacional para a produção de canábis para fins medicinais. No entanto, as produções parecem estar a ser integralmente exportadas para outros países, com a Tilray a exportar 3 milhões de euros em canábis medicinal para Alemanha e 7,5 toneladas de flôr seca de canábis para Israel, ao que se junta agora a exportação da EMMAC, através da Terra Verde.

Em Fevereiro de 2020 a EMMAC, empresa britânica, anunciou a exportação de 400 quilogramas de flores de canábis para Israel, através da sua produção da Terra Verde Lda, em Portugal. A EMMAC assume ter sido a primeira exportação independente de canábis medicinal para Israel desde a Europa. Mais recentemente, a empresa anunciou, em Fevereiro passado, a exportação de 600 quilogramas de canábis medicinal a partir das suas operações em Portugal. Cerca de 45 dias depois do primeiro anúncio, a EMMAC anunciou no dia 2 de Abril a entrada no mercado alemão.

Uma subsidiária da EMMAC, a About Nature Health GmbH, garantiu autorizações farmacêuticas de comércio por grosso e distribuição de narcóticos na Alemanha, o maior mercado de canábis medicinal da Europa. As licenças, foram concedidas de acordo com a secção 52a AMG (Lei Farmacêutica Alemã) e a secção 3 BMG (Lei Alemã de Narcóticos).

Terra Verde: uma empresa envolta em mistério

Em Julho de 2019, o CannaReporter noticiou a aquisição da Terra Verde Lda. por parte da EMMAC Life Sciences, a primeira a receber licença de produção de canábis medicinal em Portugal, em 2014. A actividade da EMMAC em Portugal é, portanto, realizada através da sua subsidiária, a Terra Verde Lda, constituída a 23 de Maio de 2014 por David Yarkoni, empresário israelita a residir em Portugal e com uma farmacêutica britânica, a GW Pharmaceuticals. Yarkoni é gerente da empresa de produção e comercialização de plantas, Montiplanta e foi o sócio maioritário desde o início com uma participação de 90%, ao passo que a farmacêutica GW Pharmaceuticals, entrou na Terra Verde com uma participação minoritária no valor de 10% do capital social à data.

Contudo, a Terra Verde esteve sempre envolta em algum mistério. Não tem website, é praticamente impossível o contacto com os dirigentes da empresa e o telefone do escritório nunca foi atendido pelos jornalistas. Três meses e dois dias após a constituição da empresa, foi publicada em Diário da República a autorização para o “cultivo e exportação de Cannabis sativa”, um negócio que alegadamente teria sido facilitado pelo ex-deputado do PSD Ângelo Correia, actualmente detentor de 40% do capital da empresa. À data da autorização, o conselho directivo do Infarmed era constituído por Eurico Castro Alves (Presidente), Helder Mota Filipe (Vice-Presidente) e Paula Dias de Almeida (Vogal).

Em Março de 2019, a Terra Verde foi alvo de restruturação, com a saída da GW Pharmaceuticals. Foi nesta altura que Ângelo Correia, ex-Ministro da Administração Interna e político ligado ao Partidp social Democrata (PSD), entrou para a empresa com uma participação de 40%. David Yarkoni, sócio fundador, ficou com os remanescentes 60%.

Em Julho de 2019, a Terra Verde foi vendida à EMMAC Life Sciences. Ângelo Correia, em declarações à EXAME explicou que o negócio foi realizado “não esquecendo a ideia básica de criar sempre o máximo possível de mais-valias a Portugal, para valorizar o País do ponto de vista industrial”.

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Cânhamo

DopeKicks oferece máscaras de canábis em Portugal

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A DopeKicks, empresa portuguesa de calçado que utiliza tecido de cânhamo nos seus produtos, está a produzir máscaras impermeáveis com fibras extraídas da planta Cannabis sativa L., para oferecer a instituições que precisem, como os Bombeiros, lares de idosos ou pessoas que se enquadrem nos grupos de risco que não tenham conseguido adquirir máscaras no mercado.
Enquanto Portugal assiste a uma paralisação quase completa, depois de declarado estado de emergência, várias empresas decidiram focar os seus esforços em ajudar a população local com os meios possíveis. Também a DopeKicks, uma start-up portuguesa de calçado feito com tecido de cânhamo, está agora a produzir máscaras confeccionadas com tecido de cânhamo para a comunidade local de Leiria, Alcanena, Mira de Aire, Minde e Porto de Mós.

Em declarações ao CannaReporter, Bernardo Carreira, CEO da DopeKicks, afirmou que a DopeKicks está a fazer máscaras para quem mais precisa, não para quem pede. “No entanto, quando há pessoas com mais alguma idade a pedir, geralmente oferecemos”.  Cerca de seis funcionários da empresa estão neste momento a trabalhar e a produzir máscaras em casa, visto que as fábricas estão fechadas. “Falámos com um lar de idosos que precisava de 30 máscaras e também estamos a dar aos Bombeiros”, explica Bernardo Carreira.

Produção em Portugal parada pelo Covid-19
Após o primeiro crowdfunding de sucesso na plataforma KickStarter, onde os projectos são apoiados financeiramente por várias pessoas interessadas nos mesmos, a DopeKicks acumulou encomendas de mais de dois mil pares de sapatilhas. Hoje é possível encomendar os ténis fabricados em Portugal através do site da DopeKicks.

No entanto, a produção de calçado teve de encerrar temporariamente, devido às medidas de prevenção da propagação do Coronavírus. “Infelizmente a nossa produção está parada há quase três semanas e ainda temos o acréscimo de ter algumas matérias primas que vêm da China, o que dificulta a sua importação”, referiu o CEO da DopeKicks, que garantiu ainda que o negócio dos tecidos e fibras extraídos da canábis está para durar.

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Corporações

Flowr recebe certificado GMP do Infarmed em Sintra

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A Flowr Corporation anunciou que a sua subsidiária Europeia, a ‘Holigen’, recebeu o certificado de Boas Práticas de Fabrico (GMP) em Portugal, nas suas instalações em Sintra. A certificação, de acordo com os padrões da União Europeia, foi emitida pelo Infarmed, Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P., e permite fabricar e exportar produtos acabados de canábis medicinal com certificação GMP, de Portugal para mercados internacionais.

“O certificado GMP é o standard mundial que as farmacêuticas usam para escolher os seus parceiros. Estamos muito felizes por receber este certificado nas nossas instalações em Sintra, Portugal. É uma licença fundamental no ramo e um grande passo que nos irá permitir introduzir o nosso produto final no mercado europeu”, disse Pauric Duffy, gestor da Flowr na Europa.

“A nossa estratégia internacional é fundamental no crescimento das nossas receitas e na criação de valor para os nossos accionistas. A certificação é um testemunho do nosso foco na qualidade e um marco importante para a nossa equipa na Europa e para o resto da nossa estrutura internacional”, sublinhou Vinay Tolia, CEO da Flowr.

Localizadas na zona de Sintra, no distrito de Lisboa, as instalações da Holigen foram intencionalmente construídas com 6 estufas de cultivo, laboratório de investigação e desenvolvimento, e também uma infraestrutura de processo de extracção. Sintra é capaz de produzir aproximadamente 1,800 Kg de flores secas de grande qualidade medicinal quando totalmente optimizadas. As operações da Holigen na Europa incluem também 65 hectares de cultivo exterior em Aljustrel, capazes de produzir 500,000 Kg de canábis. A empresa irá requisitar um aumento no financiamento para completar o processo em Aljustrel.

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WeedMD refuta acusações da União de Trabalhadores do Canadá

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A WeedMD Inc. (CVE: WMD) (OTCMKTS: WDDMF), produtora e distribuidora de canábis canadiana, rejeitou em comunicado as alegações da União de Trabalhadores do Canadá, a United Food and Commercial Workers (UFCW), que acusava a empresa de não cumprir todas as obrigações com os seus trabalhadores.

O Cannareporter avançou no passado dia 19 de Março que a UFCW tinha notificado a WeedMD com as reivindicações dos cerca de 250 trabalhadores empregados actualmente nas instalações de cultivo em Strathroy, Aylmer e Bowmanville, que incidem particularmente nos horários, agendamentos, rescisões injustas, abuso de poder e condições inseguras.

Em comunicado divulgado ontem, a WeedMD afirma que a UFCW estava “bem ciente” de que a indústria da canábis foi adequadamente caracterizada como agrícola e está sujeita à legislação laboral específica na forma da Lei de Proteção aos Empregados Agrícolas, de 2002. “Os argumentos da UFCW Canadá já foram considerados e rejeitados pelo tribunal do Ministério da Agricultura, Alimentos e Assuntos Rurais (OMFRA) de Ontário. Como uma das principais empresas de canábis do Canadá, entendemos a nossa obrigação para com os nossos funcionários e cumprimos totalmente os regulamentos da AEPA. Valorizamos e respeitamos muito as contribuições dos nossos funcionários e levamos sua saúde e segurança muito a sério”, podemos ler-se no comunicado da empresa. “A WeedMD está alinhada com o OMFRA, pois as contínuas tentativas da UFCW de descaracterizar empregadores no sector de canábis são falsas. Além disso, as alegações contra a WeedMD são infundadas e sem mérito”, continua.

A WeedMD disse ainda estar em “situação cumpridora” com todos os órgãos reguladores responsáveis ​​por investigar estas reivindicações, como o Ministério da Saúde do Canadá, o Ministério do Trabalho e a Lei de Saúde e Segurança Ocupacional.

A UFCW Canadá representa mais de 250.000 trabalhadores em todo o Canadá e quer começar a negociar um contrato colectivo com a WeedMD logo que possível. Os trabalhadores da produção de canábis de Ontário são considerados trabalhadores agrícolas e enquadram-se na Lei Provincial de Proteção aos Empregados Agrícolas (AEPA), legislação que a UFCW alega violar a Carta Canadiana de Direitos e Liberdades, por não proteger o direito de liberdade de associação dos trabalhadores.

As ações de Toronto da WeedMD subiram quase 7%, para 0,46 dólares canadianos.


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Flowr despede 25% dos trabalhadores, incluindo em Portugal

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Depois de anunciar um programa de restruturação, que irá reduzir cerca de 25% da sua força laboral, a Flowr Corporation (TSX.V: FLWR; OTC: FLWPF) acaba de despedir vários trabalhadores em Portugal, através da subsidiária RPK Biopharma, que detém a Holigen. Vinay Tolia, CEO da Flowr, confirmou ontem esta informação ao CannaReporter, não tendo ainda especificado quantos postos de trabalho irá reduzir em Sintra e em Aljustrel.

A Flowr, que tem como subsidiária a RPK Biopharma após a compra da Holigen, tem uma licença de produção, importação e exportação de canábis medicinal, concedida pelo Infarmed. Esta redução do número de trabalhadores surge na sequência de um comunicado da Flowr Corp, que anuncia uma redução dos trabalhadores global de 25%, de forma a “rever exaustivamente as operações para reduzir os custos”.

Vinay Tolia, CEO da Flowr Corp., confirmou ontem ao CannaReporter que os despedimentos irão afectar também as instalações portuguesas de Sintra e Aljustrel, não tendo especificado ainda qual o número de trabalhadores dispensados e onde. “Infelizmente, nós recorremos, de facto, a alguns layoffs na nossa organização ontem. Foi uma decisão extremamente difícil, não foi tomada de ânimo leve, e gostaríamos de agradecer aos ex-funcionários e aos actuais pelas suas tremendas contribuições”, lamentou.

Flores secas de canábis, à venda num dispensário norte-americano – Foto de Add Weed, Unsplash

Flores secas passam a ser prioridade

A estratégia da Flowr, segundo o comunicado avançado ontem, é garantir a continuidade da produção na sua fábrica principal, em Kelowna, no Canadá, focando-se no mercado canadiano de flores secas premium nos próximos seis meses. Em Portugal, a empresa ainda está a aguardar a certificação final GMP em Sintra e prevê uma colheita ao ar livre em Aljustrel no quarto trimestre deste ano. A demora na obtenção da licença GMP pode, portanto, justificar o facto de a Flowr se focar agora mais no mercado recreativo, onde pode mais facilmente escoar a produção.

A Holigen em Sintra (indoor) 

Sintra é uma instalação controlada para cultivo interno, processamento de extractos e embalagem de produtos acabados. Segundo a Flowr, a construção da instalação está substancialmente concluída, com 3 das 6 salas de cultivo totais actualmente em operação. A obtenção da certificação GMP é a principal prioridade da Flowr, através dos negócios na Holigen, e é uma etapa crítica para a produção e venda de medicamentos para serem distribuídos para qualquer país da UE. A empresa teve sua inspeção final de GMP em Setembro de 2019 e ainda aguarda a confirmação da certificação EUDRA-GMP.

Aljustrel (outdoor) — Projecto de Interesse Nacional

Em Aljustrel, a Holigen apostou numa instalação de cultivo ao ar livre de cerca de dois hectares, tendo sido considerada um Projeto de Interesse Nacional pelo Governo Português. Este foi, aliás, o único projecto relacionado com canábis a receber esta designação. A empresa espera que um aumento gradual na produção na Aljustrel combine a capacidade com o potencial de receita de um mercado europeu de canábis medicinal em expansão. A Holigen quer plantar este ano mais de três mil metros quadrados, com colheita prevista para o quarto trimestre de 2020.

O CannaReporter enviou por e-mail algumas questões ao CEO da Flowr, Vinay Tolia, às quais ainda está a aguardar resposta.

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Corporações

Terry Booth, ex-CEO da Aurora, vende 12 milhões de acções

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O ex-diretor executivo e co-fundador da Aurora Cannabis Inc., Terry Booth, vendeu mais de dois terços da sua participação no produtor de canábis canadiano, anunciou a Aurora em comunicado de Imprensa no início desta semana.

Terry Booth reduziu sua participação na Aurora em 68%, numa série de transacções efectuadas entre 11 e 16 de Março, através de um veículo de investimento que lhe rendeu cerca de 13,6 milhões de dólares americanos, de acordo com documentos de segurança internos. No total, e de acordo com os registos, foram vendidas 12,1 milhões de ações da Aurora, que tem sede em Edmonton.

Booth deixou de ser CEO no passado mês de Fevereiro, após sete anos no cargo mais alto, tendo sido substituído pelo presidente executivo da empresa, Michael Singer, em carácter provisório. Booth permanece no conselho da empresa numa função de consultoria estratégica.

“A volatilidade do mercado em relação ao COVID-19 e várias oportunidades no sector levaram-me a fazê-lo”, disse Booth em comunicado por e-mail ao BNN Bloomberg. “Acredito que muitas companhias de canábis cotadas, incluindo a Aurora, estejam subvalorizadas e irei observar as actuais condições do mercado. Definitivamente vou pensar em comprar de volta assim que a poeira baixar.”

Booth possui ainda cerca de 6,16 milhões de acções e opções da Aurora, directamente ou através da sua empresa de investimentos, de acordo com documentos de segurança interna. Em comunicado, a porta-voz da Aurora, Michelle Lefler, disse que a empresa antecipou a venda de acções de Booth, embora tenha ocorrido antes do esperado. “A Aurora está a amadurecer, transitando dos fundadores para outros membros de gestão e para um maior conselho independente”, disse Lefler em email. “O nosso conselho e gerência estão profundamente focados em cumprir o plano estratégico estabelecido em Fevereiro e, é claro, nas necessidades actuais e mais críticas dos nossos negócios, dos nossos pacientes, consumidores e funcionários”, terminou.

As acções da Aurora na Bolsa de Toronto caíram 91% no ano passado.

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Corporações

Tilray mergulha 32% na NASDAQ após emissão de Garantias

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Os investidores da Tilray (NASDAQ: TLRY) não aceitaram de ânimo leve o recente esforço de obtenção de capital por parte da companhia e as acções caíram 32% na sexta-feira passada, depois da empresa canadiana anunciar uma nova emissão de acções.

A Tilray, uma das primeiras empresas de canábis a instalar-se em Portugal, cotada na NASDAQ (TLRY), está a vender 7,25 milhões de acções ordinárias e 11,75 milhões de garantias (warrants) para quem não quiser optar pelas acções da companhia nesta fase. O valor é de 4,76 dólares americanos por acção/warrant, além do warrant de acompanhamento, um valor relativamente abaixo do preço de fecho do dia anterior para as acções – um dos motivos que contribuiu para a queda de 32%.

Ambas as formas de garantia garantem ao detentor o direito de comprar uma acção da classe 2 e podem ser exercidas a partir de seis meses após a emissão, tendo validade de cinco anos. Cada uma delas confere o direito de comprar uma ação da Tilray ao preço de 5,95 dólares americanos em Setembro de 2020.

A Tilray disse que utilizará os recursos resultantes para “fins corporativos gerais”, algo que é comum em empresas que emitem novas acções. Contudo, a Tilray não especificou onde irá aplicar os cerca de 90 milhões de dólares americanos, num negócio concluído a 17 de março.

No início de Março, a Tilray divulgou os resultados do quarto trimestre, que revelaram um declínio de receita de 8% em relação ao trimestre anterior e uma perda mais profunda no resultado final (de mais de 219 milhões de dólares).


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